Pipeiros do Sertão do Piauí denunciam que não recebem há quatro meses
- Proprietários de caminhões pipa no Piauí enfrentam três meses de salários atrasados desde novembro, acumulando uma dívida de trinta e três mil reais por prestador e inviabilizando o custeio de combustível, manutenção e motoristas.
- A falta de repasses financeiros pelo Ministério da Integração Nacional, apontada pelo Exército como causa do problema, interrompeu o abastecimento essencial nas zonas rurais de São Raimundo Nonato e São Braz do Piauí.
- Com comunidades inteiras sofrendo risco de desabastecimento devido à paralisação dos serviços, a situação financeira dos trabalhadores tornou-se crítica, enquanto a assessoria ministerial não se pronunciou sobre os atrasos.
Os pipeiros do estado do Piauí (donos de caminhões-pipas) que abastecem as famílias que moram na zona rural do Sertão estão reclamando três meses de salário atrasado. Uma dessas pessoas que estão se sentindo prejudicadas é o empresário Flávio Paes Landim. Segundo ele, desde novembro que nada foi pago.
“Sou proprietário de um desses caminhões que realizam o abastecimento em lugares afetados pela seca. Desde novembro que estou sem receber. Faço o abastecimento nas cidades de São Raimundo Nonato e São Braz do Piauí. O contrato é renovado a cada três meses de prestação de serviço e o valor que me devem chega a R$ 33 mil”, relatou.

Ainda segundo o empresário, sem poder mais realizar os serviços, algumas comunidades já estão sendo desabastecidas. “Com o valor eu pago os motoristas, combustível e faço a manutenção de caminhões. Nem os postos estão querendo vender para a gente porque não sabem quando irão receber. Já procurei o exército, que é responsável pela contratação dos serviços, mas eles só informam que o ministério da integração não repassou o dinheiro ainda”, afirmou Flávio Paes Landim.
Outro motorista que preferiu não se identificar também relatou que está com o mesmo problema, sem receber salários há três meses. “Estamos desde novembro sem receber um centavo. A nossa situação é crítica e o pior de tudo, quem vai sofrer mais é o sertanejo, que precisam dos nossos serviços para sobreviver”, contou.
O G1 tentou por telefone falar com a assessoria do Ministério da Integração Nacional, responsável pela contratação dos serviços dos pipeiros, mas ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto até às 17h30 desta sexta-feira (12).
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