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Plamta é reajustado em 8,5% e sindicato contesta aumento do desconto

Os servidores do Estado sofreram um aumento no desconto do Plano Médico de Assistência e Tratamento (Plamta) no contracheque deste mês no valor de 8,5%. O reajuste anual é dado após aprovação do Conselho Deliberativo do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Piauí (IASPI), mas os representantes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos da Saúde (Sindespi) não gostou e acredita que foi “exorbitante”.

Segundo o sindicato, o Plamta teve um aumento excessivo e a categoria não percebe sequer uma melhoria no serviço oferecido. A diretora interina do Sindespi, Dorinha Vieira, destaca que, apesar do aumento nessa cobrança, os valores salariais não têm se adequado a essa realidade, fazendo com que pese mais ainda no bolso do servidor.


 
“O enquadramento do administrativo não é nada. Servidores que têm o salário base de R$ 1.226,00, que seria o ordenado mais os benefícios. Eles se aposentando hoje, perderiam vale, hora-extra e outros acréscimos, mas continuariam tendo o desconto do Iapep, Plamta e empréstimos; assim, teriam de sobreviver com cerca de R$ 500 por mês. Então, o Governo aumenta mais uma vez essa cobrança do Plamta, sendo que os salários não acompanham esse aumento e tão pouco há melhoria nos serviços. Vimos que clínicas já chegaram a suspender o atendimento por falta de repasses. Acaba que o Estado cobra, e cobra um preço cada vez mais alto, mas não traz melhorias para os beneficiários”, observa a diretora interina.
 
No acumulado dos últimos três anos, o plano sofreu o significativo e indigesto aumento de 35,67% a ser descontado nos contracheques dos servidores beneficiários titulares e dependentes diretos e indiretos do Plamta. O aumento foi de 13,57% em 2016 e de 13,6% em 2015.

Outro lado
 
A direção do IASPI afirma que o reajuste foi aprovado em reunião do Conselho Deliberativo do IASPI, de composição paritária, composto por dez membros, sendo cinco membros eleitos pelas 29 classes sindicalistas.

“A proposta apresentada aos conselheiros foi discutida durante três meses nas reuniões, com apresentação do impacto financeiro do crescimento vegetativo e aumento de custos, levando em conta a inflação na saúde, habitualmente maior que a inflação oficial. A ANS (Agência Nacional da Saúde) recomendou um reajuste de 13,57%, este ano, mas, embora a necessidade do Instituto, após projeção de risco fosse maior, estabelecemos 8,5%, reduzindo a recomendação da ANS em 5%, tendo em vista o momento econômico difícil para todos”, argumenta a presidente do IASPI, Daniele Aita, ressaltando que os reajustes são anuais.

Quanto a melhorias, o IASPI informa que o Plamta tem oferecido avanços em cirurgias, com tecnologias avançadas, minimamente invasivas; tratamento de dependentes químicos em clínicas especializadas; assistência domiciliar; programas de prevenção em saúde; tratamento odontológico, com reabilitação oral, implantes e próteses dentárias, além de oferecer também serviços de urgências e emergência, por exemplo, através do IASPI Saúde. 

O Plamta atualmente atende 204.303 beneficiários, sendo 66.879 titulares e 137.426 dependentes.

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