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Polícia acredita que onda de delitos está associada a consumo de crack

Pedras de crack e dinheiro apreendidos com assaltante em Picos - Foto: Maria Moura

O número de pequenos delitos praticados no centro comercial e zonas poucos movimentadas da cidade de Picos despertou o alerta dos órgãos de segurança do município. Polícia Militar e Civil afirmam que crimes são praticados na maioria das vezes por usuários de drogas — em especial o crack.

Os assaltantes tem um alvo comum: aparelhos celulares, notebooks e dinheiro, objetos que se transformam em moeda fácil na negociação com traficantes. “Não há dúvida de que esses pequenos delitos estão diretamente ligados ao consumo de crack”, diz Everton Férrer, delegado regional da Polícia Civil de Picos; a opinião é compartilhada pelo tenente coronel Wagner Torres, comandante do 4º BPM.

A solução para diminuir os delitos seria, na visão de Férrer, combater o acesso desses usuários à droga. “É preciso tratamento para os usuários que já existem, e esforço conjunto para prevenção e conscientização de crianças e adolescentes.”

A população está sendo orientada a se prevenir contra os assaltos evitando utilizar aparelhos celulares em vias públicas de pouca movimentação. As paradas de ônibus e saídas de bancos também devem ter atenção especial por parte de populares.

Para inibir a ação dos criminosos PM intensificou fiscalização no Centro e implantou policiais à paisana, informa coronel Wagner Torres.

Na rota do tráfico

O apelo das autoridades públicas coloca Picos na luta contra o crack ao lado de grandes metrópoles que vivenciam há anos o dilema da destruição provocada pelo consumo da droga.

A principal rota de entrada do crack no município continua sendo as rodovias, apesar do trabalho intenso de fiscalização realizado pela Polícia Rodoviária Federal. A Polícia Civil não descarta, porém, que a droga chegue aos usuários picoenses a partir de pequenas cidades da macrorregião que funcionariam como distribuidoras.

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