Polícia Civil desarticula grupo que extorquia vítimas com imagens íntimas
- A Polícia Civil do Piauí deflagrou nesta quinta-feira a Operação Cativeiro Digital para desarticular uma quadrilha especializada em extorsão cibernética, cumprindo cinco mandados de prisão e sete de busca e apreensão entre Piauí e Maranhão.
- O grupo criminoso utilizava perfis falsos com fotos de personalidades para atrair vítimas em redes sociais, obtendo imagens íntimas para realizar chantagens financeiras que totalizaram aproximadamente oitenta mil reais em pagamentos ilícitos exigidos.
- O delegado Humberto Mácola reforçou que a prática configura crime de extorsão conforme o Código Penal Brasileiro e as investigações prosseguem para identificar outros membros da organização criminosa que atuavam na rede mundial de computadores.
A Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), deflagrou, nesta quinta-feira (03/04), a Operação Cativerio Digital, visando desarticular um esquema de extorsão praticado em ambiente cibernético. A ação contou com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil do Piauí e do Maranhão e das delegacias regionais de Imperatriz e Açailândia.
No total, foram cumpridos cinco mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão.
De acordo com o delegado Humberto Mácola, um grupo usava perfis falsos em redes sociais para atrair suas vítimas. “Após estabelecer contato, os suspeitos obtinham imagens íntimas das vítimas e, em seguida, exigiam pagamentos que somaram cerca de R$ 80.000,00. Para dar maior verossimilhança às abordagens, os perfis dos envolvidos continham imagens de mulheres retiradas de perfis de personalidades de outros estados do país”, explicou.
A Polícia Civil destaca que a prática de extorsão cibernética, tipificada no artigo 158 do Código Penal Brasileiro, tem se tornado cada vez mais comum e faz-se necessário uma vigilância constante da sociedade.
As investigações continuam em andamento, e a Polícia Civil trabalha para identificar outros envolvidos na prática criminosa.
Fonte: SSP-PI
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