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Polícia investiga o furto e venda de água de adutora da barragem de Patos do Piauí

A direção da Agespisa (Empresa de Águas e Esgotos do Piauí S/A) acionou a Polícia para apurar o roubo de água em bombas e adutoras da companhia em vários municípios. O problema acontece principalmente na região onde a água é mais escassa, no semiárido. Os fiscais da Agespisa flagraram mais de 40 ligações clandestinas ao longo da adutora que capta água na barragem de Poço do Marruás, em Patos do Piauí.

A adutora tem 31 quilômetros de extensão e abastece cinco municípios. Os canos foram recolhidos, mas, segundo a Agespisa, o crime continua sendo praticado por donos de propriedades rurais que utilizam a água na agricultura e para abastecer caminhões-pipas. Segundo o diretor de Operações da Agespisa, Antônio Rocha, o roubo está acontecendo inclusive para abastecer carros-pipas que vendem a água por um preço médio de R$ 180,00 por 10 mil litros de água.

Adutora rompeu e deixou moradores de Patos sem agua
Foto? Reproducao

O caso foi constatado em municípios como Fronteiras, Pio IX, São Julião, Vila Nova, Caridade, Jacobina e Simões, justamente na região do semiárido, sudeste do Piauí. A Defesa Civil e o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) confirmaram que barragens e reservatórios de água da região, que abastecem os carros-pipas para distribuição da água à população, estão abaixo de 10% da capacidade. O que têm de água está inviável para consumo humano e várias cidades estão sofrendo racionamento.

Antônio Rocha disse que a Agespisa está fazendo varredura sobre o roubo de água em bombas e nas adutoras. Como os pontos de captação de água para os carros-pipas está ficando muito longe e mais oneroso para os pipeiros, eles estão coletando água de forma clandestina nas adutoras e bombas da Agespisa. Mas não são apenas pipeiros. Produtores rurais, agropecuaristas e famílias que não têm de onde pegar água também estão furtando água.

“Sabemos que o açude de Piaus (em São Julião) está com 9% da capacidade de água, esperamos que dê para garantir o abastecimento ainda este ano. Mas existem adutoras na região para atender estas famílias. São nessas adutoras que está havendo o roubo e para isso acionamos a polícia”, explicou o diretor de Operações da Agespisa. De acordo com ele, o caso é reincidente, porque não vem acontecendo de agora e a polícia já prendeu pessoas no ano passado que estavam roubando água em adutoras.

“Temos que acabar com isso e punir quem está roubando água”, reclamou. Por outro lado, ele reconhece a dificuldade de evitar que continuem pegando água em bombas e adutoras, porque não tem em outro lugar.

Diário do Povo

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