Polícia Militar já expulsou 16 policiais da corporação em 2014
- A Corregedoria da Polícia Militar instaurou 600 procedimentos administrativos entre janeiro e junho deste ano, resultando em 300 punições aplicadas e na expulsão de 16 agentes por crimes graves como homicídio, corrupção e roubo.
- O coronel Ricardo Ferreira reforçou que a corporação não tolera condutas ilícitas, destacando que investigações atuais apuram a participação de dez policiais em assassinatos e o possível aluguel de armamento oficial para criminosos em Teresina.
- O caso da policial Elayny Karyne de Sousa Moraes, expulsa após ser flagrada utilizando cartões roubados e fornecendo armas de uso restrito a terceiros, exemplifica o rigor adotado nos processos disciplinares que duram cerca de 30 dias.
Entre os meses de janeiro e junho, a Corregedoria da Polícia Militar já instaurou 600 procedimentos administrativos contra policiais. Foram 260 sindicâncias, 300 punições foram aplicadas e 16 policiais expulsos. As principais queixas registradas são lesão corporal em serviço, violação de domicílio, constrangimento ilegal, corrupção ativa e homicídio.

Atualmente, 10 policias foram investigados por participação em assassinatos na capital. “A instituição não aceita, não compactua com esse tipo de ato ilícito”, disse o corregedor da PM, coronel Ricardo Ferreira.
Somente este ano, 16 policiais foram expulsos. Em 2013, foram 13 expulsões por crimes como assassinato, tortura e roubo qualificado.
O caso mais recente de expulsão é o da policial Elayny Karyne de Sousa Moraes, 26 anos, acusada de roubo qualificado, furto e estelionato. Elayny foi presa em flagrante no início do ano acusada de pagar despesas com cartões roubados e de ter dado uma arma de uso restrito para que o namorado realizasse assaltos.
A corregedoria garante que todas as denúncias são investigadas e que o tempo médio de duração dos procedimentos é de 30 dias.
Um dos casos que estão sob investigação aconteceu no bairro Renascença, zona Sudeste de Teresina. Durante a prisão de um grupo, uma pistola ponto 40, de uso exclusivo da Polícia Militar foi encontrada. Sete pessoas foram presas e a polícia investiga se a arma, que possui brasão do Estado e numeração, teria sido alugada para traficantes, já que não existe nenhum registro de que a arma tenha sido roubada.
“Se ficar comprovado que o policial errou, com essa transgressão grave, a sanção aplicada, realmente, é a expulsão”, disse o corregedor.
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