Prefeito de Picos diz que corte de 50% dos contratados é necessário para realizar investimentos
- O prefeito de Picos, padre Walmir Lima, anunciou o corte de cinquenta por cento dos servidores contratados e comissionados visando o enxugamento da folha de pagamento para viabilizar novos investimentos e obras municipais.
- A decisão foi precedida por uma portaria assinada pelo ex-prefeito Kleber Eulálio, que exonerou todos os funcionários nessas condições, afetando um contingente de 1606 trabalhadores conforme levantamento realizado pelo sindicato da categoria local.
- Edna Moura, presidente do Sindserm, manifestou apoio à medida administrativa, classificando as exonerações como um processo natural de transição de gestão necessário para garantir o equilíbrio financeiro e o desenvolvimento estrutural da cidade.
O prefeito de Picos, padre Walmir Lima (PT) foi categórico em seu discurso de posse no último domingo, 14, ao anunciar o corte de 50% dos contratados e comissionados de algumas secretarias do município. A medida objetiva o enxugamento da folha para que novos investimentos possam ser aplicados.
Minutos antes de renunciar ao cargo, o então prefeito de Picos, Kleber Eulálio, assinou uma portaria exonerando todos os servidores comissionados e contratados.

O número de funcionários que se encontram nestas condições segundo levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Picos, SINDSERM, é de 1606 servidores contratados.
“É preciso que as pessoas compreendam que para podermos trabalhas as demissões são necessárias. Ontem [segunda-feira] comecei a sentar com alguns secretários de algumas pastas já vendo o que podemos deixar sem ninguém”, disse o prefeito de Picos.
Ele acrescenta ainda “estas demissões devem ocorrer porque para que se faça pequenos serviços na sua rua, fazer obras no município, pra conseguir manter os fornecedores em dia e a folha de pagamento”.
A presidente do Sindserm, Edna Moura, ressalta que vê com bons olhos o corte na folha de funcionários, até mesmo para que o município possa se desenvolver mais. E quanto às exonerações ela julga ser um processo normal, na troca de gestores.
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