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Prefeitura de Monsenhor Hipólito quer contrair 600 mil em empréstimo

[ad#336×280]O prefeito do município de Monsenhor Hipólito, Francisco Anísio de Sousa (Timá-PMDB) solicitou à Câmara Municipal a autorização para a prefeitura contrair em empréstimo junto ao Banco do Brasil no volume de até 600 mil reais, valor que pode chegar até 9% de encargos e juros ao ano, com carência que pode se estender ao máximo por 6 meses.

O projeto de autoria do executivo municipal datado de 19 de abril, deu entrada na casa legislativa no dia 29 de abril, no dia 07 de maio foi distribuído para os parlamentares e no dia 10 do mesmo mês foi submetido à apreciação da Câmara Municipal, tendo sido aprovado em caráter de urgência pelos vereadores, negando à oposição pedir vistas para análise.

O vereador presidente da comissão de justiça e redação final da Câmara Municipal de Monsenhor Hipólito, pediu vistas, mas foi negado, sob a alegação da urgência, esta contestada pelo vereador tucano Agamenon de Sá Bezerra que informou desconhecer a urgência da pauta, informando que as contas da gestão anterior ficaram equilibradas, tudo dentro da normalidade, sem dívidas ou precatórios que inviabilizassem a gestão ou necessitasse de empréstimos.

Vereador Agamenon de Sá Bezerra
Vereador Agamenon de Sá Bezerra

“No projeto não acompanha nenhum documento ou minuta que explique melhor a finalidade do tal empréstimo, nem a respeito do encargos, como se tivéssemos que assinar um papel apenas pelo crédito de boa-fé. É temeroso, pois essa quantia é pequena para uma cidade de porte maior, mas para o nosso município é uma quantia absurda e pode levá-lo a quebrar financeiramente, em vista que o mesmo não tem receita e sobrevive apenas de repasses constitucionais”. Disse o vereador.

Ele ainda citou que desde a fundação, o município não registrou até a presente data nenhuma uma ação dessa natureza, caso a mesma se concretize, o que traz preocupação, pois fazer cortesia com o chapéu do outro é bom demais, mas a população depois poderá pagar muito caro pelas ações sem a devida previsão de impactos nas finanças do município.

O prefeito Francisco Anísio de Sousa (Timá-PMDB) rebateu a denúncia de que poderia levar o município a quebrar com o volumoso empréstimo que está sendo solicitado, afirmando que trata-se de uma previsão, e portanto, pode acontecer ou não,  vai depender da situação. Ele diz que foi colocado até 600 mil, mas pode contrair um valor inferior para aquisição de equipamentos.

Prefeito Francisco Anísio de Sousa (Timá-PMDB)
Prefeito Francisco Anísio de Sousa, Timá (PMDB)

“Esse empréstimo eu quero fazer para pagar dentro de minha gestão, ou seja, nos quatro anos, não quero deixar dívidas para outro gestor, se não for eu. Essa oportunidade é para todos os municípios e estamos correndo atrás. Talvez eu possa contrair para suprir algumas necessidades, mas ainda não tenho definido o valor e também não sei se vai dar certo”, disse o prefeito.

O prefeito informou que encontrou o município organizado, mas o mesmo não tem recursos e a prefeitura precisa trabalhar e por isso, quer esse recurso, mas está consciente dos riscos a que será submetida a gestão municipal. Na última terça-feira houve outra reunião com outro Banco, tratando de linhas de crédito para o município.

Presidente da Câmara José João Hipólito(PT)
Presidente da Câmara José João Hipólito(PT)

O presidente da Câmara José João Hipólito(PT) negou que a tramitação do projeto tenha desrespeitado o regimento, afirmando que se tratava de urgência e portanto estava dentro da normalidade. “ Não há nada irregular , fomos orientados pela assessoria jurídica”, completou.

 

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