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Presidiárias denunciam superlotação na penitenciária feminina de Picos

Não é de hoje que o problema da superlotação dos presídios de  Picos vem a tona. Desta vez, presidiárias por meio de uma carta direcionada ao Jornalismo da Rádio Cidade Modelo FM, denunciaram a superlotação em que se encontra a penitenciaria feminina Adalberto Moura Santos, localizada na Rua Monsenhor Hipólito, Centro de Picos. Com capacidade para 13 vagas, o presídio atualmente comporta 36 detentas.

Penitenciária Feminina de Picos - Foto: Reprodução/ Pinews
Penitenciária Feminina de Picos – Foto: Reprodução/ Pinews

O Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo. Segundo números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atualmente mais de 711 mil pessoas estão presas no país. No Piauí, o número chega 4.200 presos para 2.230 vagas.

A diretora do presidio Laiana Maria Luz,  reconhece os problemas vividos pelas presas e destaca que é necessário investimentos na criação de novas vagas.

“A penitenciária de Picos infelizmente em questão de superlotação não é diferente das demais unidades prisionais do Piauí. De uns anos pra cá foi que houve uma superpopulação.  Uma forma de amenizar só pensamos a longo prazo com reformas e a construção de novas celas e assim aumentaria a quantidade de vagas para internas”, afirmou a diretora.

 O promotor de Justiça, Marcelo Monteiro, enfatizou que o problema da superpopulação de detentos é semelhante ao que enfrenta o presídio  masculino José de Deus Barros. Para ele, o sistema prisional de Picos é muito deficitário.

Marcelo Monteiro, promotor de Justiça- Foto: Paula Monize
Marcelo Monteiro, promotor de Justiça- Foto: Paula Monize

“A penitenciária feminina de Picos é uma penitenciária muito pequena. Efetivamente há muito tempo o poder executivo já deveria ter providenciado uma presídio feminino com capacidade de abrigar mais detentas. Já tive várias conversas com o secretário de Justiça sobre o assunto, assim como a própria diretora. Mas de concreto o poder executivo ainda não se sensibilizou com nada”, disse o promotor.

No que diz respeito, ao presídio masculino, Marcelo Monteiro enfatizou que existe uma ação judicial para a construção de uma cadeia pública que separe os presos provisórios dos definitivos. A ação foi proposta em 2012, e até o presente momento nenhuma medida foi tomada.

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