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Produtor de cinema afirma que pirataria em Picos causa indignação

Douglas Nunes - Foto: Maria Moura

Da Redação

Maria Moura

Sem investimentos, a produção cinematográfica no município de Picos dá os primeiros passos de forma independente. O recém-lançado longa-metragem “Intolerância e Paixão”, do cineasta Douglas Nunes, chega às lojas com sua versão em DVD e se depara com uma das maiores dificuldades da produção audiovisual no Brasil: a pirataria.

Em entrevista ao Riachaonet o diretor do filme fala sobre a violação dos direitos autorais, investimentos na área cinematográfica e projetos para 2012.

Pirataria

Douglas Nunes afirma compreender a situação das pessoas que vendem DVDs reproduzidos de forma doméstica em escala comercial na cidade de Picos, mas cobra da sociedade uma resposta para o ato de violação da Lei de quem se dedica a essa prática. “Isso desestimula a produção cultural do cinema na nossa cidade. Você trabalha arduamente por mais de dois anos, sempre com muito sacrifício, sem investimentos, e depois vê o seu produto transformado em pirataria e vendido a um preço irrisório. Isso causa indignação”, pontua.

O diretor diz compreender que a pirataria é uma das saídas encontradas por pessoas desempregadas que necessitam de dinheiro para viver e manter suas famílias. No entanto, lembra que esse dinheiro está sendo ganho em cima de algo que eles não tiveram o mínimo de esforço para produzir.

DVD do filme "Intolerância e Paixão" está a venda em lojas especializadas - Imagem: Reprodução

Intolerância e Paixão

O filme “Intolerância e Paixão” traz em seu roteiro drama, ação e romance – todos os ingredientes numa dosagem agradável ao público. Indicada para todas as faixas etárias, a obra cinematográfica teve um orçamento aproximado de R$ 10 mil.

Os custos do longa parecem uma gota de água no oceano de filmes produzidos pelo cinema internacional e até mesmo brasileiro. A falta de investimentos públicos é uma das grandes dificuldades enfrentadas por produtores que não conseguem patrocínios e financiamento para suas obras. A saída para driblar as dificuldades continua sendo a produção independente.

Seguindo por esse caminho Douglas produziu um filme que apresenta em seu elenco atores picoenses. Nomes conhecidos como o de Jesualdo Alvez, Juscelino de Moura, Michele Monteiro e Celles Nunes.

As cenas definidas pelo autor como marcantes tem como cenários pontos comuns do cotidiano dos picoenses, entre eles a Avenida Getúlio Vargas e a Igreja Catedral Nossa Senhora dos Remédios, retratadas em algumas cenas.

Produção

“A cinematografia de Picos vem despontando e produzindo bons filmes”, diz Douglas Nunes. Como exemplo ele cita o popular “Raízes do Sertão”, do diretor Roberto Borges. A obra fez tanto sucesso na região de Picos que acabou ganhando uma continuação – Raízes do Sertão II – e mais tarde uma adaptação para a televisão através de uma minissérie em seis capítulos exibida pela TV Picos.

Douglas cobra incentivos por parte do poder público à cultura, para ele é essencial a criação de uma sala de espetáculos no município. De acordo com Nunes, a população flutuante associada aos mais de 70 mil habitantes justificariam o investimento.

Para o futuro o diretor trabalha no projeto de desenvolvimento de uma novela com 20 capítulos baseada na obra literária “Música para pensar”, de Gilson Chagas.

O DVD do filme “Intolerância e Paixão” pode ser encontrado em lojas de CDs e DVDs no Centro de Picos pelo valor símbolo de R$ 10.

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