Professores da rede estadual convocam assembleia para esta quinta-feira (10)
- Professores da rede estadual do Piauí mantêm greve há dois meses e convocaram Assembleia Geral para esta quinta-feira, dia 10, visando intensificar as mobilizações em vez de discutir o encerramento do movimento paredista.
- O governo estadual busca viabilizar o reajuste salarial de 22% exigido pela categoria utilizando 40 milhões de reais liberados pelo ministro Aloizio Mercadante, originalmente destinados a reformas estruturais em escolas da rede pública estadual.
- O sindicato Sinte-PI questiona a real disponibilidade de recursos próprios do Estado e rejeita a proposta governamental de parcelar o reajuste até outubro, mantendo o acampamento em frente ao Palácio de Karnak para pressionar.

Professores da rede estadual em greve convocaram Assembleia Geral para esta quinta-feira (10). No entanto, o aviso no site do Sindicato dos Trabalhadores em Educação – Sinte-PI – não trata de discussão sobre suspensão do movimento, que dura mais de dois meses. Ao contrário do esperado por um grupo de deputados estaduais, a categoria pretende reforçar as ações.
Uma comissão de parlamentares se reuniu na última terça-feira em Brasília/DF com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que acertou o repasse de R$ 40 milhões para reformas e outras ações em escolas da rede estadual. Segundo o deputado João de Deus, a ideia é que recursos do governo do Estado destinados para tais serviços agora sejam voltados para o reajuste salarial de 22% linear cobrado pela categoria.
Kassyus Lages, secretário de comunicação do Sinte-PI, questionou se o Estado tem recursos próprios para tais reformas. Além disso, colocou em dúvida o anúncio da liberação de recursos do MEC sem que isso gere “ciumeira” em outras unidades federativas. Para ele, o anúncio é uma tentativa de enfraquecer o movimento, mas não dá garantias de que a proposta do sindicato será aceita, além de “mea culpa” dos que aprovaram em votação na Assembleia Legislativa o percentual de 8% de reajuste.
A assembleia está marcada para 9h no acampamento montado pelos professores ao lado do Palácio de Karnak, sede do governo. Ao invés de fim de greve, na pauta inclui novas estratégias para fortalecer o movimento e conseguir o pagamento do reajuste de uma vez – o governo ofereceu os 22% de forma parcelada até outubro.
Fábio Lima
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