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Professores da UFPI, campus de Picos, mais uma vez vão às ruas e realizam manifestação

A s Universidades Federais ainda estão em greve, essa é a maior adesão já registrada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). Até a segunda-feira (16), 57 das 59 universidades estavam paradas, além dos 37 institutos e centros de educação tecnológica.

O Governo apresentou uma proposta para os professores na sexta-feira, 13 de julho, onde haveria um reajuste de até 45% para professores Titulares (é o topo da carreira), única classe que teria um real aumento significativo. O problema é que os Titulares mal chegam a 10% dos atuais professores.

Em entrevista com o professor e Coordenador do curso de administração da UFPI, campus de Picos, Jairo Guimarães, essa proposta beneficia a uma pequena parcela dos profissionais. Para professores assistentes o reajuste está entre 22 e 27%.

Manifestação dos Professores da UFPI

“O governo pretende escalonar este aumento até 2015, e é considerando de 2010 a 2015, quando se pega esses percentuais e sai batendo na inflação até 2015, qualquer um desses professores vai ganhar menos que ganha hoje, o feijão que a gente comprava em 2010 não tem o mesmo valor hoje, a inflação aumenta, o combustível, e não há aumento do salário. Realizamos uma assembléia com os professores ontem (17). Foi feita uma projeção para 2015 do que se ganha hoje até o valor estimado para esses três anos futuros, tem professores que irão perder 14% em cima desse valor”. Afirmou o professor Jairo Guimarães.

Na manhã de hoje (18) houve uma manifestação na Praça Felix Pacheco dos professores da UFPI, de acordo com a professora Patrícia Vieira, este ato público é para esclarecer a população o motivo dos professores não terem aceitado a proposta do governo, porque segundo ela a mídia distorceu os fatos.

”Nós não vamos ganhar um reajuste de 45% como a mídia colocou, nós lançamos uma proposta de carreira e o governo modificou essa proposta, e lançou na mídia, não é apenas uma questão salarial, ma também trabalho digno, querem dar um aumento de 45% em três anos, para um pequeno grupo de professores que são professores titulares, que ganham bem, esse pequeno grupo são professores que estão no topo da carreira, a maioria dos mestres das instituições são especialistas, mestres e doutores, só que não titulares, não ganhamos tão bem, é uma minoria”. Finaliza Patrícia Vieira.

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