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Professores e estudantes das universidades públicas realizam manifestação em Picos

Protesto pelas ruas da cidade-Foto:Romário Mendes

Alunos e professores das três instituições públicas de ensino de Picos, Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e Instituto Federal de Educação do Piauí (IFPI) realizaram nesta quinta-feira (16) uma manifestação pelas ruas da cidade.

Os manifestantes se concentraram na rotatória que da acesso ao centro de Picos e em seguida percorreram pelas ruas da cidade, gritando palavras de ordem e com trajes de preto, além de um caixão, no qual representava a morte da educação pública. Depois se concentraram na praça Felix Pacheco, onde lá simbolizaram um “enterro” simbólico da educação pública do Brasil.

De acordo com a professora Iael de Souza o principal motivo da manifestação é explicar para população o motivo da continuação da greve e desmentir as informações propagadas pelo governo. “O governo diz que encerrou as negociações e que ele assinou uma proposta de carreira com um sindicato que não tem representatividade legal perante a categoria. Então é um golpe do governo pra tentar desmobilizar o movimento”, argumentou.

Uma grande faixa foi colocada na passarela situada na BR 316-Foto:Romário Mendes

A professora esclarece ainda que a greve não é somente por aumento de salarial e sim por melhores condições de trabalho. “97% dos professores terão uma reposição de 25%  em três anos, que resulta numa perda de 17% no salario e nós não podemos aceitar isso e a mentira maior do governo é que os professores vão ganhar R$ 17mil. A informação não procede”, esclarece.

Caixão simbolizando a morte da educação pública-Foto:Romário Mendes

Sobre a ameaça do governo  cotar os salários dos professores, Iael trata com uma ação terrorista. “O corte é uma ameaça do  governo e se ele chegar a fazer o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) vai entrar com um recurso porque a greve é um direito constitucional dos trabalhadores”, concluiu.

Enterro simbólico da educação pública-Foto:Romário Mendes

É a maior greve da categoria desde de 2001. De acordo com Iael das 59 universidades 51 estão paradas. Há três meses parados os professores ainda não foram procurados pelo  governo para negociação. Segundo a professora a  greve continua por tempo indeterminado.

 

Alunos e professores participaram da manifestação-Foto:Romário Mendes
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