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Maria Onésia, gerente da 9ª GRE - Foto: Arquivo/RIACHAONET

Após 59 dias em greve, os professores da educação pública estadual de Picos encerram a paralisação e retornaram às salas de aula nesta quarta-feira (25). A volta é comemorada pelo governo estadual, pela 9ª Gerência Regional de Educação de Picos (9ª GRE) e também por pais de alunos.

Em entrevista ao Riachaonet, a gerente da 9ª GRE, Onésia Sousa, comentou o início do período letivo e os prejuízos deixados pelos dois meses em que as salas de aula permaneceram vazias.

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Ela afirma não ter dúvidas em relação às perdas provocadas pelo adiamento do ano letivo, mas um novo calendário – a ser elaborado – garantirá que todo o conteúdo didático seja reposto. O maior problema, lembra a gerente, será a sobrecarga direcionada aos alunos. “Não terão férias em julho e os sábados e feriados também estão comprometidos”, explica.

Em relação aos estudantes do Ensino Médio que se preparam para prestar vestibular e para a prova do Exame Nacional do Ensino (Enem), aulas intensivas serão ofertadas a fim de garantir uma melhor preparação acadêmica.

Fim da greve e punições 

A 9ª GRE realizou um apelo na última semana através dos meios de comunicação pedindo a volta dos professores às salas de aula em razão da ilegalidade do movimento – parecer conferido no dia 16 de abril pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí. Apesar do fim da greve só ser decretado pelo SINTE Regional de Picos nesta quarta-feira (25), os professores não terão o ponto cortado e, portanto, não sofrerão penalidades salariais como consequência da paralisação.

A Secretaria da Educação e Cultura do Piauí – SEDUC enviou às 9ª GRE um calendário que deverá ser reformulado e adaptado nos próximos dias. “Nossa intenção é que as aulas de 16 a 20 de abril também possam ser repostas, sem que haja corte de ponto”, pontua a gerente.

Manifestação dos professores de Picos

Nesta quarta-feira os professores de Picos realizaram uma manifestação pelas ruas centrais da cidade informando a população sobre o fim da greve e distribuindo uma nota de repúdio direcionada ao governo do Estado e aos deputados estaduais que aprovaram na Assembleia Legislativa, nesta segunda-feira (23), o projeto enviado pelo governador Wilson Martins que estabelece o piso salarial dos professores da rede estadual com reajuste de 22% apenas para professores que não possuem curso superior.

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