Professores na pandemia: Solidão durante aulas remotas
- A transição forçada para o ensino a distância durante a pandemia impôs desafios emocionais severos, com docentes como Thamyres Sousa, da UESPI, relatando sentimentos profundos de solidão e exaustão decorrentes do isolamento social.
- A ausência de interação presencial prejudicou o feedback pedagógico imediato, conforme apontado pela professora Iasmim Teresa, dificultando a manutenção da atenção dos alunos e transformando a dinâmica das aulas em um processo unidirecional.
- Apesar das dificuldades técnicas e do desgaste psicológico enfrentado pelos educadores, o ano letivo foi concluído com sucesso, exigindo um esforço redobrado de adaptação para superar a barreira da falta de contato humano.
Com a pandemia do novo coronavírus, a sociedade teve que se adaptar a um novo normal, entre eles, as aulas online, também conhecida como ensino a distância (EAD). Entre as diversas desvantagens desse método, está a falta de contato entre professores e alunos, trazendo, para ambos, a sensação de solidão durante as aulas no isolamento social.
Para Thamyres Sousa, professora de Jornalismo da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), essa nova forma de fazer educação se tornou mais solitária e muito mais cansativa do que as aulas presenciais. “As aulas online geram muita solidão, a gente sente falta de conversar com o aluno, de sorrir. Nas minhas aulas, eu procurei incentivar os alunos a abrirem a tela, pois hoje isso é uma solidariedade com aquele que está falando”, disse a professora.

Iasmim Teresa, professora de redação do ensino médio, também reconhece essa solidão e ainda falou sobre outras dificuldades enfrentadas nesse período, como a falta do feedback automático dos alunos sobre os assuntos que estavam sendo ensinados. “Foi desafiador, é complicado chamar atenção do aluno, a gente não via o rosto e raramente ouvia uma voz, virou um bate-papo”, afirmou.

Assim, percebe-se que além da preocupação com o contágio do vírus, de quando tudo voltará ao normal, as profissões que requer um maior contato humano, sofreram também para se adaptarem a essa realidade, como é o caso dos professores. E apesar da insegurança e medo, está sendo possível concluir mais um ano pedagógico, diferente dos que já estavam habituados, mas com muito mais esforço e dedicação.
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