Programa Globo Rural destaca água vendida de porta em porta na região de Picos
- O município de Paulistana e a região do semiárido piauiense enfrentam a pior seca dos últimos cinquenta anos, com volume de chuvas restrito a apenas doze por cento da média histórica nos primeiros quatro meses do ano.
- Produtores locais registram perdas expressivas de rebanhos devido ao esgotamento de poços e cacimbões, enquanto o açude local permanece completamente seco desde o ano passado, dando lugar apenas a lama e vegetação imprestável.
- O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas alerta para o risco iminente de desabastecimento geral, operando com menos da metade da capacidade nos reservatórios estaduais e forçando a comercialização de água precária por um real o balde.
[ad#336×280]Apesar da chuva dos últimos dias, o nível dos açudes ainda está baixo no semiárido do Piauí. O município de Paulistana é um dos mais afetados pela estiagem. Nos quatro primeiros meses deste ano choveu apenas 12% do total da média histórica da região.
Segundo os sertanejos, esta é a pior seca dos últimos 50 anos. O açude que fica no semiárido piauiense, está completamente seco desde o ano passado. Agora, no lugar há um pouco de lama e a vegetação que não serve nem de alimento e muitos animais já morreram.
O vaqueiro Mateus Silva assistiu à morte de pelo menos 80 animais dentro do curral. “Por causa da pastagem muito pouca, os cacimbões e os poços secaram. O gado foi enfraquecendo e acabou morrendo”, diz.
Um levantamento feito pelo DNOCS, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, revelou que os açudes e as barragens do estado estão com menos da metade da capacidade total. Cidades que dependem desses reservatórios correm o risco de desabastecimento. O açude de Paulistana só está com 26% do volume de água.

“A nossa preocupação agora é priorizar o uso desta água apenas para o abastecimento humano. Há o risco de desabastecimento e de racionamento de água para as famílias dessas populações que vivem em torno desses reservatórios”, diz José Carvalho, coordenador do DNOCS.
Em Pio IX, a água é vendida de porta em porta. Um balde custa R$ 1,00.
Fonte: Com informações do Globo Rural
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