Proposta para professores será decidida hoje
- O governo do Piauí define nesta terça-feira uma nova proposta salarial para professores e servidores da educação, cuja greve já paralisa noventa por cento das escolas públicas estaduais desde o último dia vinte e sete de fevereiro.
- A elaboração da oferta econômica ocorre no Palácio de Karnak em reunião envolvendo os secretários estaduais Átila Lira, Paulo Ivan e Silvano Alencar, com apresentação oficial agendada para o dia seguinte junto aos representantes do Sinte.
- A categoria exige o cumprimento integral da lei do piso salarial nacional fixado em um mil quatrocentos e cinquenta e um reais, enquanto o governador Wilson Martins propõe reajuste baseado no INPC limitando o acréscimo em seis por cento.

O governo do estado decide ainda nesta terça-feira (6) uma nova proposta para ser apresentada aos professores e servidores da educação do Piauí. Em reunião no Palácio de Karnak, ainda na manhã de hoje, os secretários Átila Lira (educação), Paulo Ivan (administração) e Silvano Alencar (Fazenda) discutiram sobre o impacto de uma nova proposta na economia do estado.
O secretário de educação, Átila Lira, conta que a definição final se dará somente no final da tarde desta terça, e será apresentada em reunião amanhã com representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte).
Em greve há uma semana, professores reivindicam o cumprimento da lei do piso salarial, estipulado em cerca de R$ 1.451,00. O governador Wilson Martins, disse em entrevista, que só poderia pagar o piso baseado no cálculo do INPC, que traria um reajuste de apenas 6% para a categoria.
– Fizemos uma pré-liminar agora com o secretário de administração e de fazenda mostrando a situação nacional, como o MEC vai poder ajudar e aí nós ficamos de hoje no final da tarde nos reunir com toda essa equipe para discutir primeiro a questão da implantação do piso e depois outras decisões com relação a carreira; disse Átila.
Segundo o secretário, o Ministério da Educação contribui com apenas 12% do fundo de educação do estado, onerando cerca de R$ 800 milhões por ano para o estado arcar. Cerca de 90% do alunado piauiense estuda em escolas públicas, e destes 90% estão com as atividades paralisadas desde o último dia 27/02.
Com informações do Acesse Piauí
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