Queda do FPM compromete gestão de todos os municípios do Piauí
- O vice-presidente da APPM, Marcos Vinícius Dias, alerta que o reajuste do piso nacional dos professores para R$ 2.135,64 é inviável para as prefeituras piauienses devido à queda acentuada nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios.
- A crise financeira severa tem levado gestores a descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, resultando em atrasos salariais recorrentes e cortes drásticos em cargos comissionados, cenário que o prefeito classifica como um período sombrio para a administração pública municipal.
- Para manter a tradição do carnaval no interior diante da escassez de recursos federais, a associação recomenda a realização de festas modestas baseadas estritamente em parcerias com a iniciativa privada e patrocínios externos para reduzir custos.
O vice-presidente a Associação Piauiense de municípios (APPM) e prefeito de Novo Oriente, Marcos Vinícius Dias, em entrevista na tarde desta sexta-feira, revelou ser muito difícil que os municípios piauienses consigam pagar o novo piso nacional dos professores, no valor de R$ 2.135,64. Segundo ele, a redução do valor do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está comprometendo a gestão em todos os municípios do Estado.
“O ano de 2015 já foi muito difícil, 2016 será sombrio”. Declarou o prefeito. Ele afirma que os gestores municipais concordam com o aumento, desde que haja uma contrapartida do governo federal que ajude no pagamento.
“Alguns prefeitos de boa-fé estão infringindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, pois já reduziram a folha de pagamento, cargos comissionados e ainda assim, não foi possível cumprir o que prevê a legislação”, argumentou. A diminuição dos repasses do governo federal impacta diretamente nas gestões dos municípios, que não conseguem honrar os seus compromissos.
“Muitos municípios já estão trabalhando com atrasos de salários, de um mês, dois meses, porque não têm dinheiro para pagar. Imagina agora com este aumento, o que teremos que fazer para cumprir com o pagamento dos servidores?”, questionou.
Sobre o carnaval do interior, ele alertou que todos tentem fazer festas modestas, para não quebrar a tradição, mas sempre procurando parcerias ou patrocínios de empresas provadas. “O carnaval é a maior festa popular que o Brasil tem, por isso, a solução é diminuir os custos e buscar patrocinadores”, alegou o prefeito.
Portal AZ
O RiachãoNet está no WhatsApp!
Entre no grupo e acompanhe as notícias em tempo real.

