Reitor defende o Enem e diz que adesão não interessa aos acadêmicos
- O reitor Carlos Alberto Pereira confirmou que a Universidade Estadual do Piauí utilizará o Enem para o ingresso em 2013, justificando a decisão pela necessidade de competitividade regional e adesão ao sistema Sisu.
- A instituição planeja elevar o programa de cotas para estudantes da rede pública de 20% para 30% em 2012, embora o reitor admita que a continuidade dessa política ainda será objeto de estudos internos.
- Críticos como o professor Daniel Solon contestam a legitimidade da votação e alertam para prejuízos no conteúdo regional de disciplinas como história e geografia, que seriam substituídas por uma abordagem estritamente nacional do exame.
Após audiência pública realizada na última terça-feira (27) na Assembleia Legislativa, o reitor da Universidade Estadual do Piauí, Carlos Alberto Pereira , disse em entrevista que desconhece uma universidade que aderiu ao Enem e depois desistiu da sua implantação e esclareceu ainda que o regresso só será possível com aprovação do pleno da Universidade.
Para o reitor, a adesão ao programa foi baseada em números convincentes apresentados por representantes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Sendo assim, as vagas disponíveis para ingresso na instituição em 2013 serão selecionadas por meio de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o mesmo já realizado na Universidade Federal do Piauí.
“Tiro a UFPI como exemplo. Primeiro eles aderiram apenas 50% e depois 100%. Vale lembrar que o nordeste todo está aderindo e se a UESPI não aderir, a concorrência vai aumentar”, afirmou Carlos Alberto em entrevista concedida ao programa Notícia da Manhã.
Com relação ao ingresso de estudantes da rede pública, o reitor esclareceu que o programa de cotas irá continuar e até mesmo deve aumentar em 2012, de 20% para 30%, mas que a possibilidade de sua extinção será estudada.
Já o professor Daniel Solon acredita que a adesão coleciona pontos negativos e fala da irregularidade da adesão. “As matérias como historia, geografia e literatura irão ser prejudicadas, pois elas contêm muitas informações de nossa cultura, e com a aprovação do Enem, os assuntos serão basicamente nacionais. E considero também que a votação foi irregular, não pôde ter interferência de professores e nem de alunos”, conclui.
Com relação às reclamações do professor, o reitor limitou-se a dizer que a inserção da UESPI as provas do Enem interessam aos alunos que estão terminando o ensino médio e não aos acadêmicos, e que a instituição é constantemente provocada a abrir suas portas apara pessoas de outros estados e países.
Portal AZ
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