Reunião debate sobre liberação da água da Barragem de Bocaina
- A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e a comissão gestora da Barragem de Bocaina reuniram-se em Picos para deliberar sobre a liberação emergencial de água, visando mitigar os impactos da severa estiagem na região.
- Com apenas 22% de sua capacidade total de 106 milhões de metros cúbicos, o reservatório enfrenta situação crítica, comprometendo o abastecimento humano e a viabilidade econômica de projetos de agricultura e piscicultura locais.
- O Dnocs e a Agência Nacional de Águas monitoram o açude para garantir uma distribuição responsável, evitando o esgotamento dos recursos hídricos e assegurando o fornecimento contínuo aos irrigantes e municípios dependentes do sistema.
Membros da comissão gestora da Barragem de Bocaina, formada por prefeitos e representantes de entidades e sociedade civil, se reuniram na manhã desta quinta-feira (9), no auditório do Sebrae em Picos, para discutir sobre a liberação da água do açude.
Tendo em vista as condições do baixo volume da barragem, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) convocou a reunião com os gestores. Segundo o superintendente de recursos hídricos da Semar, Romildo Mafra, a reunião é essencial para chegar a um consenso do volume da água que poderá ser liberado por um período curto e emergencial.

A barragem tem capacidade para 106 milhões de metros cúbicos de água e abastece, além da cidade de Bocaina, os municípios de Sussuapara e Picos. Porém, devido à estiagem registrada nos últimos dois anos, ela está apenas com 22% de sua capacidade, o que vem afetando a agricultura e projeto de piscicultura desenvolvido na região e também a oferta de água para consumo humano.

Segundo o coordenador estadual do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Djalma Policarpo, a barragem está em situação critica. Ele informou ainda que o Dnocs juntamente com a Agência Nacional de Águas (ANA), está fazendo um monitoramento do açude em relação à liberação da água para as comunidades não serem prejudicadas no futuro.

O prefeito de Bocaina, José Luís, lembrou que a liberação da água em 2013 foi feito de uma maneira irresponsável. “A liberação tem que ser feita de maneira responsável, vendo a capacidade que tem o açude, o volume que tem hoje e o tempo que nós vamos passar sem chuva na nossa região, para que a gente não fique sem água nos próximos meses”, disse.
Produtores de goiaba e banana do povoado Torrões também estiveram presentes na reunião. De acordo com o vereador Renato Ibiapino, a água tem que ser liberada com responsabilidade para que ela chegue ao último irrigante, que fica localizado no povoado Boa Fé, depois dos Torrões. “A fábrica já chegou a parar de funcionar por falta de banana e goiaba para a fabricação de doce. A água tem que chegar aos irrigadores para estarmos irrigando cerca de 300 hectares, gerando mais emprego e renda para grande região de Torrões”, pontuou.

O RiachãoNet está no WhatsApp!
Entre no grupo e acompanhe as notícias em tempo real.
