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Rodoviária de Picos vive estado de abandono

Terminal Rodoviário Zuza Baldoino – Foto: Romário Mendes

Por Maria Moura e Romário Mendes

Da Redação 

Ponto de encontro de viajantes do país inteiro, o Terminal Rodoviário de Picos vive uma situação difícil. Sem recursos para manutenção e com um quadro de funcionários reduzido, o prédio perece e vive sob o abandono do poder público.

Aos olhos de viajantes e lojistas, a estrutura está decadente. Os 18 funcionários que atuam na limpeza – todos terceirizados – são insuficientes para manter o local limpo.

Inaugurada em 1993, ainda durante o Governo Freitas Neto, o Terminal Rodoviário Zuza Baldoino recebe diariamente cerca de 20 ônibus e um fluxo aproximado de mais de 500 pessoas, nos meses que não compreendem o período de férias. São brasileiros de vários estados e regiões do país que passam pela cidade em virtude do entroncamento viário – considerado um dos maiores do Nordeste – que corta o município.

Terminal Rodoviário Zuza Baldoino – Foto: Romário Mendes

Desconforto

Embora permaneçam no prédio pouco tempo, os passageiros reclamam da qualidade das instalações do terminal. Os banheiros públicos apresentam instalações decadentes e boa parte dos equipamentos está com defeito. O banheiro feminino equipado para o uso de deficientes físicos está quebrado há mais de um ano, segundo informações de lojistas.

De acordo com a administração do terminal, apenas cinco funcionários trabalham na limpeza dos banheiros. Divididas em turno, apenas duas realizam a limpeza durante o dia. À noite a situação piora: apenas uma funcionária para manter todo o prédio em ordem.

Para Elamara Carvalho e Caio Fernandes, funcionários de um pequeno restaurante situado na parte interna da rodoviária, a poeira originada na rua que dá acesso às plataformas de embarque e desembarque é um dos principais problemas do local. Francisco Brito, comerciante, diz que “os banheiros estão precisando de uma reforma, mas o resto está bem”.

Poeira incomoda quem passa por rodoviária de Picos – Foto: Romário Mendes

Proprietária de uma lanchonete, Eliana Rodrigues afirma que a situação é insustentável e cobra da administração melhorias para o terminal. Segundo ela, passageiros reclamam e se sentem desconfortáveis com a precariedade das instalações.

Problemas administrativos

O diretor do terminal, Antonio Eugênio Gonçalves Portela, afirma não receber qualquer quantia em repasse financeiro da Secretaria Estadual de Transportes – SETRANS há mais de um ano e quatro meses, período em que assumiu o cargo. Em entrevista à nossa reportagem, ele apresentou documentos e memorandos enviados ao Secretário Estadual de Transportes, Antônio Avelino Rocha de Neiva. Todos sem resposta.

Diretor Eugênio Portela exibe documentos com pedidos não atendidos por Setrans – Foto: Romário Mendes

De acordo com o diretor, o valor arrecadado mensalmente com as taxas e aluguéis de módulos do terminal, em média R$ 6 mil, é enviado à Setrans, que deveria repassar um suprimento de fundos mensal no valor de R$ 2 mil. Portela afirma nunca ter recebido esse valor nos últimos 16 meses. “Eu estou há um ano e quatro meses e nunca recebi sequer um centavo de suprimentos de fundo”, diz ele.

Sem recursos financeiros, o diretor afirma não ter como executar as obras necessárias para a revitalização do prédio. “Fiz um relatório mostrando que o banheiro precisa de uma reforma, fui até a secretaria de Transportes e fui informado de que o pedido já está na mesa de licitação”, pontua. O asfalto também estaria incluído no relatório.

Enquanto as melhorias não vêm, o Portela vale-se de soluções alternativas. “Todo mês nós arranjamos uma ‘carrada’ de aterro ou outra para se jogar nos buracos”, relata.

Banheiro masculino – Foto: Romário Mendes
Banheiro feminino – Foto: Maria Moura
Passageiro aguarda ônibus – Foto: Maria Moura
Francisco Brito – Foto: Maria Moura
Orçamento inicial de reforma dos banheiros – Foto: Romário Mendes
Memorando enviado ao Secretário de Transportes – Foto: Romário Mendes

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