Seca continua: Previsão é de mais estiagem no semiárido
- Estudos conjuntos do Cptec e do Inpe apontam que o próximo trimestre chuvoso no Semiárido brasileiro, compreendido entre abril e junho, deverá registrar um déficit pluviométrico expressivo em relação à média histórica.
- As análises meteorológicas indicam que a probabilidade de ocorrência de chuvas dentro da normalidade é de apenas trinta e cinco por cento, enquanto a chance de um inverno rigoroso restringe-se a vinte e cinco por cento.
- O fenômeno é motivado pelo aquecimento anômalo das águas do Atlântico Tropical Norte associado a temperaturas mais frias no Atlântico Sul, padrão climático que desvia as precipitações e inibe as chuvas no Nordeste.
[ad#336×280]O período mais chuvoso na região do Semiárido, que corresponde aos meses de abril, maio e junho, este ano deverá registar déficit de chuvas, segundo estudos conjuntos do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos(Cptec), e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os dois principais órgãos de meteorologia do Brasil.
De acordo com o documento, a possibilidade de chuvas normais na região é de apenas 35%. Para a ocorrência de inverno forte no período, a previsão cai para 25%. O trabalho também tem a participação dos centros regionais de meteorologia.
As previsões para o Nordeste do Brasil são justificadas em função do aquecimento das águas do Atlântico Tropical Norte e condições variando entre normalidade e ligeiramente mais frias do que o normal no Atlântico Tropical Sul.
Este padrão favorece a ocorrência de chuvas sobre a região oceânica mais aquecida (Atlântico Norte) e região continental adjacente (norte da América do Sul, incluindo o Extremo Norte do Brasil). Em contrapartida, na região oceânica mais arrefecida (Atlântico Sul) e proximidades (nordeste da América do Sul), a tendência é de inibição das chuvas.
Com informações da CCom
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