Secretário da Defesa Civil admite que encosta corre risco de novos desabamentos
- A Defesa Civil de Picos identificou que um vazamento na rede de tubulação da Agespisa causou o deslizamento de terra no Bairro São José no último sábado, dia 23, exigindo a remoção de dezoito carradas de entulho.
- O secretário Oliveiro Luz solicitou à Agespisa a realocação da rede de encanação para o calçamento visando prevenir novos desastres, enquanto planeja a construção de um muro de contenção na encosta para garantir a segurança local.
- Moradores da área de risco relatam pânico constante e noites de insônia durante períodos chuvosos, permanecendo em suas residências por falta de alternativas habitacionais, apesar da crescente ameaça de novos desmoronamentos sobre a Rua Moura Barbosa.
[ad#336×280]A Defesa Civil informou que a situação na encosta do morro no Bairro São José corre risco de novos deslizamentos de terra. No último sábado, 23, a encosta desmoronou provocando pânico nos moradores. De acordo com o secretário da Defesa Civil, Oliveiro Luz, 18 carradas de entulho foram retiradas do local e que a causa seria um vazamento de água na rede de tubulação.
“Já foi conversado com a Agespisa, e a causa seria um vazamento na encanação, porque a água da chuva não provocaria um desastre de tamanha magnitude. Para a nossa sorte nenhuma residência foi atingida, pois o deslizamento de terra desceu em linha reta sobre a Rua Moura Barbosa”, afirmou Oliveiro Luz.

O secretário disse que medidas já estão sendo adotadas para sanar o problema, como a construção de um muro de contenção, que ainda não se tem data definida. Outra medida que também está sendo estudada é a construção de uma escadaria na encosta do morro, mas que os moradores não aprovam a iniciativa.
A Defesa Civil em reunião nesta manhã com a empresa de Água e Esgotos do Piauí, AGESPISA, em Picos solicitou uma modificação na rede de encanação. A mudança responde que a rede de tubulação desça pelo calçamento e não mais no terreno.
Moradores estão preocupados com a situação
A moradora, Josefa Normalúcia, que desde a infância reside no local relata estar preocupada com o risco de que a situação volte a se repetir. “A minha casa é uma das que estão na área de risco. Nos dias de chuva a gente não consegue dormir por medo que o morro venha a baixo, que as pedras caiam”, disse a moradora.
Segundo ela, o pânico tem atingido a todos os moradores da área, mas que sem ter para onde irem continuam no local.
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