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Sesapi define plano emergencial contra chikungunya e dengue

Técnicos da Sesapi se reuniram com o Conselho de Secretário Municipais de Saúde (Cosems) para elaborar um plano de contingência. 

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) definiu um plano emergencial para combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, que está provocando um surto de dengue e Chikungunya no estado. 

Técnicos da Sesapi se reuniram com o Conselho de Secretário Municipais de Saúde (Cosems) para elaborar um plano de contingência. 

O Piauí teve um aumento de mais de 480% dos casos de dengue, se comparado com o mesmo período de 2021. Neste ano já foram registradas duas mortes na cidade de Teresina.

Além da dengue, o Piauí também está registrando um aumento nos casos de Chikungunya que aumentaram em 3.009,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo o boletim da 13ª Semana Epidemiológica de 2022. 

Durante a reunião foram estabelecidas algumas medidas, que deverão ser adotadas pelos municípios e a Sesapi, como o objetivo de reduzir os casos, como: borrifação de locais com o alto índice de infestação do mosquito, o monitoramento in loco dos municípios que estão sem atualização dos dados no sistema, ajuste junto aos profissionais de saúde com relação ao diagnóstico/seguimentos das doenças e atualização do plano de contingência 2022/2023.

“Estaremos levando nossas equipes até estas cidades que estão silenciosas com relação aos dados para poder entender as dificuldades e auxiliá-lo, o que nos proporcionará um diagnóstico mais fiel da realidade das arboviroses em nosso estado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Neris Júnior.

Segundo a Sesapi, todos os dados sobre os casos são extraídos através do sistema de informação do Ministério da Saúde que é alimentado pelos municípios. A atualização desses dados é importante para se saber o número real de casos e as ações que devem ser implementadas.

“Todos os nossos veículos utilizados como carro fumacê estão funcionando e à disposição das cidades, que fazem a solicitação e atendem os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, as regionais também contam com o produto químico que ajuda a disseminar a larva, mas para a disponibilização precisamos está com os dados de cada município atualizado no sistema”, explicou o superintendente de Atenção à Saúde e Municípios Herlon Guimarães.

Existe uma preocupação não só em relação aos casos, mas também as complicações decorrentes dessas doenças que estão sendo registradas, como problemas no fígado. 

“O que nossas equipes de vigilância epidemiológica estão observando também é uma mudança na sintomatologia dos pacientes infectados pelo mosquito, entre elas estão alterações nos exames que monitoram o funcionamento do fígado. Atentos a essa situação já informamos ao Ministério da Saúde, para início das investigações”, disse a coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa.

Casos de dengue e Chikungunya

De janeiro a abril deste ano o Piauí registrou 1.780 casos de dengue e 279 pessoas foram contaminadas pelo vírus da Chikungunya.

As cidades com os maiores número de casos de dengue estão Teresina (424), Campo Maior (227), São Pedro do Piauí (197), Curimatá (166) e Piracuruca (107). 

Já os cinco municípios com maior incidência, levando em consideração a quantidade de casos  a cada 100 mil habitantes são: Curimatá, São Pedro do Piauí, Antônio Almeida, Santa Filomena e Novo Santo Antônio.

Com relação à febre chikungunya as cidades com maior incidência para 100 mil habitantes são: São Pedro, Oeiras, São Julião, Curralinhos, Alagoinhas do Piauí e Simplício Mendes.

Ascom

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