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Sindepol acusa Zé Filho de evitar receber delegados

A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Carreira do Estado do Piauí (Sindepol) Andréa Magalhães afirmou que tem tido dificuldades em conversar com o governador do Estado, Zé Filho (PMDB), sobre a situação da Polícia Civil no Estado. Para Andréa, a situação é crítica e precisa ser discutida o quanto antes.

Andréa Magalhães, do Sindepol, quer mostrar a realidade da segurança pública, a Zé Filho - Foto: Reprodução/ Portal O Dia
Andréa Magalhães, do Sindepol, quer mostrar a realidade da segurança pública, a Zé Filho – Foto: Reprodução/ Portal O Dia

“Quem sofre é o povo. Estamos diuturnamente tentando sensibilizar o governador. A gente tem ciência do problema do Estado, mas temos que sentar com o governador para mostrar a situação verdadeira para ele. Se ele ver, tenho certeza que ele vai se mobilizar”, colocou a delegada.

Sobre o número de municípios com desfalque de delegados, a presidente afirma que há cidades completamente desprovidas do serviço. “Há municípios que estão completamente descobertos. Quando você coloca um delegado para cobrir quatorze cidades, você coloca no papel. Na prática você não tem um delegado”, completa.

Para Andréa, a violência tem crescido por conta da falta de policiais e que a decisão do governador precisa ser tomada o quanto antes para que a situação possa ser amenizada. “A população já sente essa criminalidade que é proporcional. Por isso, humildemente queria sentar com o governador. Queremos viabilizar uma audiência para mostrar para ele como anda a segurança no estado do Piauí”, completou.

De acordo com Andréa, há 170 comarcas no Piauí para 56 delegados, sendo que algumas delas, como Parnaíba, Picos e Campo Maior, precisam de mais de um delegado. “O quadro da polícia civil em 2009 era para ser de 3.475 policiais, segundo a presidente. Hoje em dia, cinco anos depois, trabalhamos apenas com um terço do que era necessário. Por isso, dá pra sentir a necessidade. É humanamente impossível. A gente já vem batendo nessa tecla há um tempo e não tem como melhorar”, alerta a delegada.

Repórter: Francicleiton Cardoso – Jornal O Dia

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