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Sinte entra com segundo processo no TJ para resolver impasse com Governo do Piauí

O Sinte-PI deu entrada no Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) a um processo que pede que o Governo pague o valor acordo em março e não o último aprovado na Assembleia piauiense.

Os profissionais em educação básica no Piauí estão em greve há 37 dias. A categoria não recebeu o reajuste acordado em março deste ano, que era de 6,81% para os magistrados e de 3,15% para os funcionários que trabalham na área administrativa na educação. E desde então tem feito manifestações para chamar a atenção da população para o descaso que o Governo trata os profissionais, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (Sinte-PI), Paulina Almeida.

A situação se agravou mais quando o reajuste de 6,81% foi encaminhado para a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) e aprovado durante uma sessão no Plenário. Acontece que, em uma manobra política, os parlamentares cancelaram a sessão que havia aprovado o reajuste e em dois dias aprovaram um novo reajuste, só que desta vez de 2,95%, para os professores e profissionais da educação que em seguida foi sancionado pelo Governo.

NOVO PROCESSO NO TJ-PI

O Sinte-PI então deu entrada no Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) a um processo que pede que o Governo pague o valor acordo em março e não o último aprovado na Assembleia piauiense. “Demos entrada em uma ação no dia 2 de julho para execução do acordo judicial. E no dia nove já demos entrada com pedido de urgência para que essa ação seja julgada. Portanto, estamos aguardando e a greve continua”, explicou Almeida durante pronunciamento realizado na Praça da Bandeira antes dos professores saírem manifestando pelas ruas.

“Vamos continuar em greve porque até agora não foi cumprido o objetivo dela, que é o cumprimento do acordo judicial. Esperamos que seja pago. […] O que se vem observando é um descaso por parte do Governo Estadual. Nós precisamos é que as pessoas saiam da zona de conforto e venham para o movimento. Cerca de 70% das escolhas estaduais estão em greve“, afirmou Paulina.

Dando continuidade a sua agenda de manifestação, os professores e profissionais administrativos da educação realizaram um ato na Praça da Bandeira, localizada no Centro de Teresina, e de lá seguiram em passeata pelas ruas do bairro até o Palácio de Karnak e a sede do Instituto de Assistência e Previdência Privada do Estado do Piauí (Iaspi).

NOVA ASSEMBLEIA
Nesta terça-feira (17/07), o Sinte-PI realizará mais uma audiência para decidir os novos rumos da greve dos professores e profissionais administrativos da rede básica de educação estadual, às 9h na sede do sindicato.

Fonte: Oito Meia

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