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Software desenvolvido pelo Polo Tecnológico de Picos para produção de mel será adotado pelo Governo do Estado

Startup do Polo Tecnológico de Picos, que funciona junto à Casa Apis, que coordena a produção de mel e criação de abelhas no Sul do Piauí, desenvolveu um software, que localiza, através de um cartão magnético, onde está o empregado, se está trabalhando ou se está afastado de seu local de trabalho. A solução foi adotada para o aumento da produtividade na Casa Apis, em Picos, mas o Governo do Estado resolveu adotar o software do Polo Tecnológico de Picos para saber onde estão os servidores públicos, se estão nas repartições em que trabalham, se estão faltando, ou se saíram de seu local de trabalho, também para aumentar e qualificar o atendimento da população pelos servidores.

O cartão magnético vai apontar se o médico ou enfermeiro está nos hospitais e centros de saúdes no horário de seu trabalho, se professores e diretores estão em salas de aulas e estão efetivamente ministrando aulas ou estão fora da escola.

Deputado Nerinho

A decisão do Governo do Estado de usar o software com o cartão magnético espião desenvolvendo pelo Polo de Tecnológico de Picos para a Casa Apis para acompanhar o trabalho dos servidores públicos estaduais, foi revelada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, José Icemar Nery, o Nerinho, em entrevista ao Jornal Meio Norte.

“Lá é um Centro Tecnológico para a Casa Apis, para as abelhas e produção do mel. Qual é a ideia do governador? Desenvolver a parte da tecnologia para a criação de abelhas e produção do mel. Lá já existe quatro startups desenvolvendo softwares como o cartão magnético dos funcionários. Eles vão patentear isso. Os funcionários têm um cartão magnético, que diz, dentro da empresa, qual o local da empresa ele está. Se o funcionário não está trabalhando ou no lugar dele, o cartão acusa. Isso foi desenvolvido no Polo Tecnológico de Picos, agora o Governo do Estado está montando uma infraestrutura para se adequar nesses sentido, não ficar só para a produção do mel e criação de abelhas. Nós vamos agora expandir para toda a macrorregião para as indústrias de softwares, de eletrificação, de cajucultura”, afirmou Nerinho.

Meio Norte – Quais são seus planos principais na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico?

José Icemar Nery – Em primeiro lugar, é missão do governador Wellington Dias, no momento em que está se passando a crise no mundo, no Brasil, no Nordeste e no Piauí temos que fazer uma coisa, procurar novos investimentos. Procurar fazer parcerias com a iniciativa privada. É só através desse momento de dificuldades que nós poderemos fazer com que o Piauí não tenha recessão, nem estagnado. O Piauí é um Estado que está preparando para receber novas indústrias porque hoje nós temos uma infraestrutura de qualidade, tantos as PIs (rodovias estaduais) como as BRs (rodovias federais) são de qualidade, temos mão de obra que precisamos qualificar e requalificar para quando chegarem novas indústrias não vamos precisar importar mão de obra. A Transnordestina é uma realidade, o governador está empenhado na implantação de nosso Porto Seco, o famoso Porto PI, então, nós estamos preparados para as novas indústrias e investimentos vultuosos no Sul, no Centro-Sul, no Norte e na nossa capital. Eu diria, que sem sobra de dúvidas, o Piauí vai ser, em um curto espaço de tempo, sim, um Estado desenvolvido. Nós já deixamos de ser o patinho feio, agora nós temos que ser o cisne.

Meio Norte – Que empresas estão procurando o Piauí para investir?

José Icemar Nery – A Bemisa, a empresa mineradora, que já está na região de Paulistana. Ela, sem sobre de dúvidas, fez uma nova repactuação com o governador Wellington Dias para que mais rapidamente possível venha a extrair e beneficiar os minérios. Ela colocou isso de acordo com a operação da Transnordestina. A gente sabe que a mineração só pode ser feita através do transporte intermodal. A Transnordestina do Piauí não passa de 2019, já teve os cortes no Orçamento Geral da União, feitos pelo Governo Federal, teve toda essa dificuldade do Governo Federal, mas o que tinha de cortar já foi cortado e os recursos de nossa Transnordestina já foram assegurados. Nós temos a Terracal, que é um investimento na região dos Platôs de Guadalupe. É um investimento grande, está se concretizando. Nós temos a Casa dos Ventos, que é ali na região de Marcolândia e Simões, de energia. Nós vamos ser exportadores de energia. O que é que nós temos de fazer, fazer com que essa energia não seja só para exportação, mas seja para garantir os novos investimentos que virão para o Piauí. Os investimentos que virão para o Piauí terão a garantia da energia porque isso é ponto fundamental para uma grande indústria. Tem outras empresas chegando, mas como ainda estão na fase de carta de intenções, nós não podemos adiantar.

Meio Norte – O que são cartas de intenções?

José Icemar Nery – São as condições que o Governo do Estado pode oferecer para as empresas, como incentivos, tipo energia, e todas essas coisas, que o Estado coloca no papel e manda para essas grandes empresas, elas analisam e vêm. Tem muitas empresas querendo vir para cá. Agora, mesmo, nós aprovamos e o governador deverá ir participar da inauguração em Parnaíba da indústria Everglass, uma empresa produtora de vidros temperados. Então, já teve incentivos, o processo industrial já está todo pronto. Nós brigamos com Pernambuco pela indústria e, graças ao empenho e determinação do prefeito de Parnaíba, Florentino Neto, conjuntamente com o governador do Estado, Wellington Dias, e essa secretaria, fizemos tudo para que essa indústria ficasse na região de Parnaíba, sem falar na criação de Polos Tecnológicos, que é que o Governo do Estado está fazendo em Parnaíba. Em Picos, até o mês de agosto, vamos terminar as adequações para o Polo Tecnológico, que já existe. Temos que criar um Polo Tecnológico em Bom Jesus, já existe o Polo Tecnológico da Opala, temos que aperfeiçoar e fazer uma limpeza. Existe o Polo do Jeans, que já está funcionando. Então, o governador está determinado. Primeiro, ele quer desenvolver o potencial do Piauí, depois qualificar as pessoas e, depois, e estruturar tudo isso para o Piauí estar preparado para as exportações, apto para concorrer no exterior.

Meio Norte – O Polo Tecnológico de Parnaíba já funciona com empresas que produzem e vendem softwares para ostros Estados, empregando muitos funcionários e um leque de produtos. Por que Teresina, onde tem muitos cursos de Ciência da Computação, não tem um Polo Tecnológico e um ambiente propício para startups?

José Icemar Nery – Teresina, o que é interessante, para o Governo do Estado, já tem vários setores governamentais que podem trabalhar com isso. A Fapepi, por exemplo. É uma fundação de fomento à pesquisa e desenvolvimento da tecnologia. Aqui na nossa secretaria, nós vamos criar a parte de tecnologia, que é representada pelos professor Chicão e Soares. Nós temos que fazer, isso é uma determinação do governador, uma melhor estruturação da secretaria para que nós possamos trabalhar mais em pesquisas. A nossa secretaria está se preparando para isso.

Meio Norte – As empresas de tecnologia e startups de Teresina não tiveram o mesmo apoio que as empresas de tecnologia de Parnaíba tiveram?

José Icemar Nery – A Prefeitura de Teresina também está se empenhando nisso. Nós temos que reconhecer o país passa por uma crise, principalmente as Prefeituras, mas eu tenho conversado com o Fábio Nery (secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Teresina). Temos trabalhado em consonância no Polo Empresarial Sul. O Governo do Estado aportou recursos. O que nós fizemos? Onde a Prefeitura de Teresina investe? Em asfalto e urbanismo. Onde é que o Governo do Estado vai investir? Na criação do Porto Seco, vamos investir em energia elétrica, na parte de água para que os dois, Governo do Estado e Prefeitura de Teresina, não fizessem a mesma coisa, no mesmo local. Nós estamos trabalhando em consonância. Em Teresina, já existem muitos Polos Tecnológicos. O que é necessário fazer?

Ter uma ação para que esses polos funcionem em conjunto, funcionem como um. Tem a Fapepi, a própria ATI está se estruturando e se requalificando para ser uma agência de tecnologia, uma das melhores do Nordeste. Isso é uma intenção do Governo. O governador está trabalhando na instalação de fibra ótica para que seja implantado um cinturão digital em todo o Piauí. Ele está trabalhando nesse sentido. É lógico que estamos com seis meses de governo.

Meio Norte – Qual é a pegada, a singularidade, do Polo Tecnológico de Picos?

José Icemar Nery – Lá é um Centro Tecnológico para a Casa Apis, para as abelhas e produção do mel. Qual é a ideia do governador? Desenvolver a parte da tecnologia para a criação de abelhas e produção do mel. Lá já existe quatro startups desenvolvendo softwares como o cartão magnético dos funcionários. Eles vão patentear isso. Os funcionários têm um cartão magnético, que diz, dentro da empresa, qual o local da empresa ele está. Se o funcionário não está trabalhando ou no lugar dele, o cartão acusa. Isso foi desenvolvido no Polo Tecnológico de Picos, agora o Governo do Estado está montando uma infraestrutura para se adequar nesses sentido, não ficar só para a produção do mel e criação de abelhas. Nós vamos agora expandir para toda a macrorregião para as indústrias de softwares, de eletrificação, de cajucultura. Isso vai ter a Fapepí, a Embrapa vai entrar. Nós vamos ter Polos Tecnológicos de Bom Jesus e Floriano.

FONTE: Meio Norte

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