Terceirizados do HRJL estão há dois meses sem receber salários em Picos
- Cerca de 150 servidores contratados do Hospital Regional Justino Luz, em Picos, enfrentam dois meses de salários atrasados desde dezembro de 2017, resultando em graves dificuldades financeiras, cortes de serviços básicos e dependência de empréstimos.
- O processo burocrático para o recebimento dos vencimentos exige que os funcionários emitam notas fiscais avulsas e paguem impostos de 5% antes de protocolar o pedido, gerando insatisfação diante da morosidade e dos transtornos causados.
- Trabalhadores denunciam que a prefeitura realiza descontos mensais de 11% referentes ao INSS, contudo, há fortes indícios de que os repasses previdenciários não estão sendo efetivados, comprometendo a seguridade social e os direitos dos servidores.
Pelo menos 150 servidores contratados a título precário e que prestam serviços no Hospital Regional Justino Luz, em Picos, estão com dois meses de salários atrasados. Eles denunciam que o último pagamento que receberam foi referente a dezembro de 2017 e por conta disso estão passando dificuldades.
A reportagem do JP on line esteve no início da tarde desta sexta-feira, 9, e na presença do vereador Antônio Afonso Santos Guimarães Júnior, o Afonsinho (PP), os contratados do Hospital Justino Luz contaram que vivem uma situação de penúria.

Segundo eles, muitos estão com o fornecimento de água e de energia suspensos por não terem condições de quitarem os talões e, desesperados estão pedindo até dinheiro emprestado a amigos e familiares para comprar alimentos.
Nota fiscal
Os terceirizados denunciaram ainda que para receberem seus salários, primeiros eles têm que se dirigir até a Secretaria Municipal de Finanças de Picos para tirar uma nota fiscal avulsa. Após pagarem o imposto no valor de 5% por cento, retornam a Prefeitura para terem a nota carimbada e em seguida dão entrada no departamento de pessoal do Hospital Justino Luz. Só depois é que o dinheiro é deposito na conta de cada servidor.
Além disso, os terceirizados denunciaram ainda que são descontados 11% do salário de cada um para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), mas, informações dão conta de que o repasse não estaria sendo feito para o instituto.
Fonte: JP Online
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