Terminal Rodoviário de Picos entra na pauta das Parcerias público-privadas
- O Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas definiu nesta quarta-feira que os terminais rodoviários de Teresina, Picos e Floriano, além da Ceapi, serão os primeiros ativos estaduais transferidos para a gestão da iniciativa privada.
- O governador Wellington Dias ressaltou que a medida visa reduzir os mais de dois milhões de reais em despesas anuais com os terminais deficientes, atrair capacidade gerencial e ampliar a base econômica sem reajustar taxas de embarque.
- O planejamento estratégico também abrange a realização de estudos de viabilidade técnica para futuros projetos em infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária, incluindo a Rodovia Transcerrados e o Porto de Luís Correia.
[ad#336×280]Os Terminais Rodoviários de Teresina, Picos e Floriano e a Central de Abastecimento do Piauí (Ceapi) serão os primeiros a serem disponibilizados para parcerias com a iniciativa privada. A decisão foi tomada durante reunião realizada nesta quarta-feira (11) pelo Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas, que também anunciou a elaboração de estudos sobre a viabilidade de se adotar o mesmo modelo para as obras da Rodovia Transcerrados, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e Contorno Rodoviário de Teresina, Porto e Ferrovia de Luís Correia.

A próxima etapa será a publicação de editais para o chamamento público das empresas interessadas em investir nos Terminais Rodoviários e na Ceapi. O governador Wellington Dias destacou a importância da iniciativa para diminuir as despesas do Estado, melhorar a qualidade dos serviços prestados à população e gerar receita. “As PPPs ampliarão as bases econômicas do Piauí”, frisou.

“No caso dos terminais, o que nós temos hoje é um serviço muito deficiente, que não atende à população com dignidade e ainda gera despesa ao Estado de mais de R$2 milhões anualmente. Queremos trazer a capacidade de investimento financeiro e gerencial da iniciativa privada para garantir uma prestação de qualidade. A parceria será regulada por contrato, que estabelecerá a relação com o usuário, proibindo, por exemplo, reajuste da taxa de embarque”, explica o coordenador do Conselho, Merlong Solano.
Em relação à Ceapi, o coordenador afirmou que o Estado levará em conta o papel social da empresa pública no que diz respeito aos pequenos produtores. Atualmente, o investimento necessário para sanar os débitos previdenciários, tributários e fiscais da Central está em torno de R$5 milhões.
Também participaram da reunião, os secretários de Administração, Franzé Silva; Planejamento, Antônio Neto; Fazenda, Rafael Fonteles; Transportes, Guilhermano Pires; Infraestrutura, Deusval Lacerda; Turismo, Flávio Nogueira; Justiça, Daniel Oliveira; e o procurador-geral Plínio Clerton.
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