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Trabalhadores e Eletrobras fecham acordo após 23 dias de greve

Funcionários e Eletrobras fecham acordo
Funcionários e Eletrobras fecham acordo

Após 23 dias de greve e paralisações, os trabalhadores da Eletrobras Distribuição e Chesf entraram em entendimento com a Holding e fecharam o Acordo Coletivo de Trabalho. Ainda no mês de maio foi entregue à direção da Holding a pauta de reivindicações.

De acordo com o Sindicato dos Urbanitários (Sintepi), em quase quatro meses de discussão, aconteceram apenas três reuniões de negociação. Esta última, a direção da Eletrobras informou que não haveria possibilidade de ganho real, e que os benefícios e conquistas seriam retirados.

“Mesmo diante de ameaças, em nenhum instante o Coletivo Nacional dos Eletricitários e os trabalhadores temeram as estratégias da Holding, principalmente a de levar a discussão do ACT para o Tribunal Superior do Trabalho, algo que não acontecia há 23 anos e partiu para uma das maiores greves que já aconteceu na Eletrobras”, fala Francisco Ferreira, presidente do Sintepi.

A categoria foi ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e apresentou suas posições, lembrando a alta corte que os eletricitários atuam em um setor estratégico para o país, e por isso, mereciam que suas reivindicações fossem atendidas.

Ainda segundo o sindicato, o entendimento do Tribunal foi em todos os momentos a favor dos trabalhadores, por isso, foi suspensa a greve em respeito à proposta apresentada pelo judiciário. Logo em seguida, diante da intransigência da Holding, os trabalhadores retornaram com a paralisação.

Diante da apresentação da proposta da Eletrobras no dia 07 de agosto, em audiência de conciliação, que foi construída com ajuda do TST e da categoria, o CNE fez a sua defesa.

Por entender que a proposta garante a manutenção de todas as cláusulas do acordo passado para os próximos dois anos, com um ganho real de 2,5%, mantendo a média dos aumentos reais conquistados nos últimos anos, o pagamento de quatro talões de tíquetes de 30 dias e mais quatro talões em maio de 2014; com a correção da inflação para todos os benefícios, em maio de 2013 e maio de 2014; além de garantir o pagamento do adicional de periculosidade nos termos praticados em dezembro de 2012.

“O avanço nas negociações somente aconteceu porque os trabalhadores do Sistema Eletrobras caminharam na unidade, com espírito de luta, percebendo desde o inicio de que sem uma mobilização forte, as chances de se avançar eram reduzidas. A direção da Holding contava com apoio de setores importantes do Governo Dilma, mas a categoria foi firme e com seus sindicatos não recuaram, impondo dessa forma uma derrota para aqueles que apostavam na sua divisão”, afirma Ferreira.

Fonte: AsCom

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