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Tribunal do Júri condena viúva a 24 anos de reclusão

Por volta da 22h25 da noite desta quarta-feira (18), terminou o julgamento de Antonia Sousa de Andrade Rocha, 45 anos, acusada pela morte de Epaminondas Coutinho Feitosa, assassinado com disparos de arma de fogo no último dia 8 de junho de 2013, na rua Zuza Lino, no bairro Malvinas, em Picos. A sessão do Tribunal do Júri foi presidida pela juíza da 5ª Vara da Comarca de Picos, Nilcimar Araújo.

Encerrado o julgamento a juíza Nilcimar Araújo leu a sentença e condenou Antonia Andrade a 24 anos de reclusão. Ela foi condenada por ser a mandante do crime, que teve motivação torpe, meio cruel e utilização de recurso que impossibilitou ou dificultou a defesa da vítima.

Juíza lendo a sentença-Foto: Romário Mendes
Juíza lendo a sentença-Foto: Romário Mendes

O julgamento iniciou nas primeiras horas da manhã de ontem, dia 17 de novembro, e foi suspenso na noite do mesmo dia, com retorno na manhã de hoje (18) e encerrando esta noite.

A leitura da sentença foi acompanhada por um número expressivo de pessoas, principalmente dos familiares de Epaminondas Feitosa que se emocionaram com a condenação da acusada.

Antonia Andrade saiu do Fórum sob vaias da família de Nondas Feitosa e escoltada por agentes da Penitenciária Feminina e policiais militares.

Antonia saindo do Fórum-Foto: Romário Mendes
Antonia saindo do Fórum-Foto: Romário Mendes

O advogado de acusação, José Solano Feitosa, afirmou que a condenação de Antonia era o resultado esperado. “Foi feito a justiça. Eu saio daqui com a consciência tranquila, porque efetivamente foi feito justiça e todos estão de parabéns”, pontuou.

Em relação à condenação de 24 anos a ré, o advogado informou que foi justa. “A vítima transitava muito bem na sociedade picoense e teve uma vida pautada na honradez, no trabalho e é uma pena absolutamente justa”, disse.

Advogado de acusação, José Solano Feitosa-Foto: Romário Mendes
Advogado de acusação, José Solano Feitosa-Foto: Romário Mendes

A representante do Ministério Público, a promotora Itaniele Rotondo, avaliou positivamente o júri e afirmou que o resultado era o esperado. “Foi um julgamento difícil, árduo, mas que transcorreu dentro da legalidade e com normalidade”, afirmou.

Defesa irá recorrer da decisão do júri

Em entrevista à imprensa, o advogado de defesa, Herval Ribeiro, informou que respeita a decisão do júri, mas irá recorrer por não concordar com a decisão que foi proferida pelo Conselho de Sentença da Comarca de Picos. “Nós entendemos que a decisão dos jurados é contrária à prova dos autos e por isso que já interpusemos o recurso, baseado no artigo 593 do código do processo penal, e agora cabe ao Tribunal de Justiça do Estado do Piauí decidir a possibilidade de se anular esse julgamento pra seja submetido ao um novo júri”, declarou.

Advogado de defesa, Herval Ribeiro-Foto: Romário Mendes
Advogado de defesa, Herval Ribeiro-Foto: Romário Mendes

Segundo Herval, não existem provas suficientes para condenação e o advogado acredita que a repercussão do fato tenha pesado para a decisão dos jurados.

 

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