UESPI de Picos adere à greve
- Comunidade acadêmica da UESPI aprovou por ampla maioria a adesão a uma greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, resultando na suspensão imediata do início das aulas previsto para o dia 13 de maio.
- A categoria exige do governo estadual um reajuste salarial linear de 37%, além de investimentos urgentes em infraestrutura física, melhorias no restaurante universitário e a efetivação das progressões e promoções dos docentes e técnicos administrativos.
- Lina Santana, presidente do sindicato, reforça que a paralisação abrange diversos campi no Piauí e permanecerá ativa até que o governador responda aos cinco ofícios enviados, garantindo soluções conjuntas para as demandas salariais e estruturais apresentadas.

Professores, técnicos e alunos decidiram em uma assembleia na tarde de hoje (08) a adesão à greve.
Em estado de greve os professores aguardam o anúncio do reajuste diferenciado, conforme compromisso assumido pelo governo.
Medidas imediatas são aguardadas sobre:
Reajuste salarial dos professores;
Restaurante universitário;
Mais recursos para a UESPI;
Progressão e promoções;
Melhores condições de trabalho em uma estrutura física adequada.
A presidente do sindicato dos docentes da UESPI, Lina Santana, esteve presente na reunião a fim de convencer os professores na adesão, e assim foi feito, em votação quase que unânime. Segundo a presidente, o sindicato busca uma adesão geral, e por tempo indeterminado.
Em Teresina os Campi Facime, Torquato Neto e Clóvis Moura já entraram em greve, e agora o campus de Picos, Floriano e Parnaíba e Campo Maior.
“Nós estamos amarrando a questão salarial com a questão estrutural, estamos cobrando ao Governador e da gestão superior que só retornaremos da greve quando essas questões estiverem resolvidas em conjunto. Já enviamos cinco ofícios para o Governador, mas nenhuma resposta foi dada”. Comentou Lina Santana.

Foto: Daniela Meneses
O reajuste solicitado pelos docentes da instituição é de 37% linear, que são todos os níveis dentro da categoria.
As aulas que iriam ter início na próxima segunda (13) estão suspensas.
A coordenadora do PARFOR, Sorayne Mangueira, também deu seu apoio à paralisação. “As salas de aulas não serão disponibilizadas para nenhum professor que tentar burlar a greve, pois eles não terão acesso a nenhum material.
Precisamos de um prédio adequado, nós temos dez cursos de graduação, cinco cursos de licenciatura do PARFOR – Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica, cursos de licenciatura da EAD (Educação à distância), especializações da EAD, especializações do regime regular, então, prestamos um serviço muito útil e importante para a sociedade, e pedimos o apoio de todos para que tenhamos condições de continuar com a greve”.

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