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Urologista esclarece sintomas e formas de tratamento do cálculo renal

Certamente você já ouviu falar em cálculo renal, mais conhecido no senso comum por “pedra nos rins”, ou possivelmente tenha conhecido e/ou convivido com alguém que tenha enfrentado a doença. Um mal comum na população mundial, o cálculo renal pode acometer mais pessoas durante o verão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as chances são aumentadas em 30%, pois neste período as pessoas transpiram mais e o corpo desidrata com maior facilidade.

Com a chegada do B-R-O-Bró, caracterizado por altas temperaturas e que na ‘Capital do Mel’ já atingem 40º, a equipe do Portal RiachaoNet conversou com o urologista Vilson Bezerra, que esclarece as causas, sintomas e os tipos de tratamento acerca do cálculo renal.

Vilson Bezerra, urologista - Foto: Paula Monize
Vilson Bezerra, urologista – Foto: Paula Monize

O cálculo renal ocorre pela formação de pequenos cristais que podem ser encontrados nos rins, quanto em qualquer outro órgão do trato urinário.

“O cálculo renal ou pedras nos rins são formados quando a urina apresenta quantidades maiores que o normal de determinadas substâncias, como cálcio, oxalato e ácido úrico. Essas substâncias podem se juntar e formar pequenos cristais que, depois, se transformarão em pedras”, explica o urologista Vilson Bezerra.

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Em se tratando dos sintomas, estes serão percebidos de forma mais intensa, quando as pedras começam a se movimentar dentro do rim, ou em outros órgãos urinários. Os principais sintomas são: dores intensas (variando a intensidade) na região abdominal; dor ao urinar; urina com coloração avermelhada, amarronzada, e com a presença de sangue; náuseas e vômitos; febre e calafrios em caso de infecção e sensação de bexiga cheia.

Vilson Bezerra destaca ainda que na existência destes sintomas, a pessoa deve procurar o médico. Segundo ele, o diagnóstico preciso ocorrerá somente através de exames de sangue (revelará as quantidades de cálcio e ácido úrico no sangue); urina (mostrará se o paciente está excretando uma quantidade maior de substâncias que podem estar relacionadas à formação de pedras no rim por meio da urina) e de imagem, como raios –X e ultrassons (exibem a presença de pedras dentro do trato urinário).

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Tratamento

Os tipos de tratamentos para o cálculo renal estão associados ao tamanho das pedras. Quando elas são pequenas e não manifestam muitos sintomas, o paciente não precisará passar por procedimentos muito invasivos (cirúrgicos). Nesses casos, o paciente deve beber muita água (de dois a três litros por dia) ajudando a eliminar as pedras por meio da urina, assim como o uso de analgésicos para amenizar a dor provocada.

“Em caso das pedras serem grandes e com a presença de sintomas mais fortes, o paciente terá um tratamento diferenciado. Para esses casos, procedimentos mais invasivos devem ser utilizados, como a Litotripsia extracorpórea por ondas de choque eletrohidráulicas. Esse tipo de tratamento consiste na criação de fortes vibrações para quebrar as pedras e facilitar a excreção. Temos também a Nefrolitotripsia percutânea que consiste na retirada cirúrgica de pedras maiores por meio de um pequeno corte feito nas costas do paciente e a ureteroscopia, onde o médico inserirá um tubo muito fino por meio da uretra do paciente para retirar as pedras presentes no trato urinário. Hoje a medicina vem desenvolvendo métodos mais tecnológicos que não necessitam de cortes, sem causar danos ao paciente”, frisou o urologista.

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Fatores de risco

Alguns fatores são considerados de risco, pois contribuem para o surgimento do cálculo renal:

  • Histórico familiar: se alguém da sua família já teve pedras nos rins, as chances de você desenvolvêlas também são maiores. Agora, se você já apresentou a doença alguma vez, as chances de você desenvolver mais uma vez também são altas
  • Adultos acima dos 40 anos são mais propensos a desenvolver pedras nos rins do que pessoas mais jovens. No entanto, o problema pode ocorrer em qualquer idade
  • Homens são mais suscetíveis aos cálculos renais do que mulheres
  • Deixar de beber a quantidade de água indicada todos os dias aumenta os riscos de desenvolver pedras nos rins. Neste sentido, pessoas que vivem em regiões quentes ou que suem muito estão dentro do grupo de risco
  • Dietas ricas em proteína, sódio (sal) ou açúcar também são consideradas fatores de risco. A presença exacerbada de sal na dieta aumenta a quantidade de cálcio que os rins deverão filtrar, o que consequentemente leva a um risco maior do surgimento de cálculos renais
  • Pessoas com obesidade também possuem maior risco de apresentar pedras nos rins.

A melhor forma para evitar o cálculo renal é ingerindo bastante água durante o dia, manter uma alimentação saudável e praticar atividade física.

*Imagens reproduzidas da internet

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