Vacinação contra Covid no Piauí será concluída em 2023 mantendo o ritmo atual, aponta estudo
- Projeções do Laboratório de Estatística e Ciência de Dados da UFAL indicam que o Piauí atingirá a imunização completa apenas em dezembro de 2023 caso o ritmo lento de aplicação observado em maio seja mantido.
- Dados oficiais da Secretaria de Saúde revelam que, apesar do recebimento de 1,3 milhão de doses, apenas 18,6% da população recebeu a primeira aplicação, evidenciando um gargalo logístico que impede o avanço célere da campanha.
- Especialistas alertam que o estado necessita vacinar 2,2 milhões de pessoas para alcançar a imunidade coletiva, destacando que a aceleração do cronograma depende da regularidade no envio de lotes e da superação de entraves políticos.
Se mantido o atual ritmo de vacinação contra o novo coronavírus, o Piauí só conseguirá imunizar todos os piauienses no início do mês de dezembro de 2023. A previsão é de um levantamento feito pelo Laboratório de Estatística e Ciência de Dados da Universidade de Alagoas (UFAL). O cálculo leva em conta o ritmo de vacinação no estado no mês de maio para apontar a projeção.
Segundo o levantamento, o estado tem um ritmo de imunização diária com aplicação de pelo menos 6 mil doses para primeira vacina e de 1,6 mil para segunda.

Segundo dados do Painel Covid do Governo Estadual, o Piauí recebeu 1,3 milhão de vacinas do Ministério da Saúde. Destas, 1,2 milhão foram distribuídas pela Secretária de Saúde (Sesapi) aos municípios.
Do total, apenas 610 mil foram aplicadas em primeira dose e 289 mil em segunda. Assim, 18,60% da população está vacinada com a primeira dose e 8,83% com segunda até está sexta-feira (04/06).

75% DA POPULAÇÃO PRECISA SER VACINADA PARA IMUNIZAÇÃO COLETIVA
O pesquisador Emídio Matos explicou ao OitoMeia que o Piauí precisa imunizar pelo menos 75% da população para obter redução de mortos e internação pela Covid-19. Ou seja, 2,2 milhões de piauienses precisam ser vacinados para se ter proteção coletiva, conforme pontuou o professor.
Questionado pela reportagem, Matos afirmou acreditar que a previsão demarcada pelo estudo da UFAL pode mudar. Segundo ele, a vacinação durante o mês de maio -período considerado pela pesquisa- foi defasada, o que agravou a projeção. O pesquisador acrescentou que a conclusão do processo dependerá de uma maior regularidade na imunização e em volume maior de pessoas vacinadas por dia.
“Infelizmente, as pessoas estão morrendo para uma doença que já existe vacina e nós precisamos avançar e resolver os embaraços políticos e comerciais, pois vacinar os trabalhadores o Sistema Único de Saúde sabem fazer. Somos um país conhecido no mundo inteiro por saber vacinar. Temos um programa de imunização eficaz, basta lembrarmos da epidemia de gripe suína, que fomos o primeiro país a vacinar sua população em tempo rápido”, declarou.
Portal OitoMeia
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