Venda de material escolar movimenta comércio picoense
- A intensa busca por material escolar a menos de um mês do início das aulas revela uma variação de preços superior a 100%, exigindo que pais realizem pesquisas minuciosas para evitar gastos excessivos no orçamento doméstico.
- A empresária Gilmara Bonfim aponta que a elevada carga tributária brasileira impacta diretamente o custo dos itens educacionais, ressaltando que, com exceção dos cadernos, a maioria dos produtos escolares ainda sofre incidência de impostos significativos.
- Especialistas alertam que a busca pelo menor preço pode comprometer a qualidade dos materiais, gerando prejuízos futuros com trocas precoces, e recomendam evitar a presença de crianças nas compras para reduzir gastos com produtos licenciados.
[ad#336×280]A menos de um mês do início das aulas, ainda é grande a movimentação de pais em busca do material escolar dos filhos. Nas prateleiras de papelarias, estoques de lápis, cadernos, livros e mochilas e outros itens disputam a atenção de crianças e adolescentes.
Os preços variam e podem alcançar mais de 100% de diferença entre um produto e outro. Gilmara Bonfim, sócia da ABC Papelaria, deixa uma dica valiosa para os pais que querem economizar: fazer pesquisa de preço é fundamental. Outra dica importante é deixar os filhos em casa na hora de fazer as compras, ou tentar negociar a escolha de determinados itens associados a personagens de grandes marcas, que pesam mais no bolso do consumidor.

A inflação de produtos do segmento não foi alta e as vendas seguem o ritmo de anos anteriores com leve aumento. A empresária Gilmara Bonfim explica que o alto preço de alguns itens da cesta se dá em razão da excessiva carga tributária brasileira. “Por serem materiais da educação, eles deveriam não ter imposto, ou pelo menos uma carga menor”, pontua a empresária, lembrando que o único material isento de tributos são os cadernos.
Para driblar os preços, os pais tentam encontrar produtos intermediários e muitas vezes podem cair na tentação de levar o mais barato sem considerar a qualidade. “Se [o cliente] comprar um produto ruim, ele logo precisará ser trocado. Então, às vezes, você tem que dizer para o cliente que esse é um barato que vai sair caro mais tarde”, diz Gilmara.
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