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Após assalto e abuso sexual, time das Abelhas Rainhas recebe apoio de atleta da Seleção feminina

Quitéria Alves, atleta e presidente das Abelhas Rainhas, cita felicidade com suporte recebido por equipe após cenas de terror em roubo: "Foi muito apoio"

Quitéria Alves, presidente e camisa 13 das Abelhas Rainhas, fez questão de agradecer o apoio que todo o grupo recebeu após as cenas de terror vividas por membros da delegação do clube quando a dirigente teve sua bolsa levada por assaltantes após jogo do Campeonato Piauiense. No episódio, uma das jogadoras sofreu abuso sexual dentro do ônibus por um dos criminosos. Quitéria relatou que “chorou de alegria” com o carinho recebido através das mensagens nas redes sociais.

Uma das mensagens foi a de Katrine Costa, meia do Palmeiras e da seleção brasileira feminina. A atleta classificou o fato como “absurdo” e “inacreditável”.

Abelhas Rainhas — Foto: Arthur Ribeiro/ge Piauí

– Eu queria que chegasse até eles. A gente não teve ânimo ou cabeça para fazer, mas a gente vai fazer uma nota de agradecimento a todos. Foi muito apoio. Só Deus sabe. Eu não sabia que muita gente iria sentir a dor da gente. E muita gente sentiu a dor da gente. Tanto mulheres, quanto homens, também. Dos caras ligarem e dizer assim: “Vocês arrumaram um torcedor. Você nem conhece, mas eu sou um torcedor de vocês de coração. Vocês merecem ganhar. Vocês merecem serem campeãs – afirmou Quitéria Alves.

– A jogadora da Seleção Brasileira entrar em contato comigo e querer ajudar. Se dispor a ajudar. Gente, eu chorei de alegria porque eu não sabia que tanta gente ia sentir o que a gente sentiu – completou.

A delegação das Abelhas Rainhas foi rendida em um assalto praticado por dois homens não identificados após a derrota por 3 a 2 para o Fluminense-PI no estadual. Ao deixar o estádio Lindolfo Monteiro, Quitéria Alves, presidente do clube, teve a bolsa levada. Na abordagem, uma atleta foi abusada sexualmente dentro do ônibus. A jogadora teve o nome preservado pelo clube.

Segundo Quitéria, a atleta deixou o ônibus em estado de nervos e chorando. A jogadora disse que foi tocada pelo homem, que passou a mão nos seus seios e desceu, de acordo com o relato da dirigente.

– Uma situação tão horrorosa transformou em momentos bonitos também. Porque realmente deu para entender que tem gente que tem sentimentos. Tem gente que sente pelo sofrimento do outro. Enquanto temos consciência de que tem outros que dizem: “Ah, tô nem aí. Isto é normal”. Ou então dizem: “A culpada foi elas”. Isso é que fere. Isso aí é uma facada no coração de qualquer mulher, de qualquer ser humano. A gente não causa o acontecido porque quer – finalizou.

Quitéria Alves, atleta e presidente das Abelhas Rainhas — Foto: Arthur Ribeiro

E foi com este suporte emocional que as Abelhas Rainhas deram o primeiro passo para se reinventar. No último sábado, o time feminino bateu por 9 a 0 o Skill Red, pela 4ª rodada do Campeonato Piauiense feminino. Com isso, o clube entrou na zona de classificação, o G-2 da competição, faltando uma rodada para o fim da fase de grupos.

O próximo desafio das atletas está agendado para a próxima quinta-feira, contra o Tiradentes-PI, que lidera o torneio, às 16h, no estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina.

Fonte: Arthur Ribeiro/GE PI

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