Após dois meses milho chega a Conab de Picos
- A Companhia Nacional de Abastecimento em Picos enfrenta há mais de dois meses um déficit crítico no estoque de milho, deixando cerca de dois terços dos agricultores locais desamparados durante o período de seca e dependentes de alternativas comerciais mais caras.
- Segundo o superintendente estadual Manoel Araújo da Rocha, o atraso e a escassez do grão foram provocados por problemas logísticos de transporte e pela necessidade urgente de tratamentos fitossanitários devido a infestações de insetos em lotes anteriores.
- A gestão da Conab projeta a normalização da distribuição a partir da próxima semana com o recebimento estimado de cem toneladas semanais, visando suprir a demanda reprimida que atualmente afeta severamente a alimentação dos rebanhos da região.
[ad#336×280]A Companhia Nacional de Abastecimento – Conab de Picos há mais de dois meses vem tendo seu estoque de milho insuficiente para atender a demanda dos agricultores da cidade e da macrorregião que dependem do produto para alimentar seus rebanhos neste período de seca. Nesta semana a Conab de Picos recebeu duas cargas do produto, o equivalente à 74.840 kg de milho. No entanto, o estoque não atende a demanda de cerca de um terço dos criadores.

De acordo com o Superintendente da Conab no Piauí, Manoel Araújo da Rocha, a falta de milho é devido a insuficiência de transportes, e infestações de insetos no produto. “O milho já era para ter chegado anteriormente, mas devido a infestação de insetos em uma das cargas, tivemos que suspender a entrega do milho para realizar o processo fitossanitário no produto”, disse Manoel Araújo.
Ainda de acordo com o superintendente da Conab, a partir da próxima semana a entrega do milho será normalizada. A estimativa é que a companhia receba 100 toneladas durante toda a semana, dois caminhões por dia.
A capacidade total do armazém é de aproximadamente 3 mil toneladas. Para o gerente da agência de Picos, Francisco Gomes Sobrinho, o suficiente para atender as necessidades dos agricultores é de 400 toneladas. “A quantidade que temos hoje em depósito atende inicialmente 74 agricultores, se pensarmos que a cada um se distribui mil quilos”, afirmou Sobrinho.
Enquanto isto, os agricultores tem encontrado como alternativa pagar um preço mais elevado pelo milho. O milho no comércio comum que custa aproximadamente R$ 45,00 (saco de 60 kg) enquanto através do programa vende balcão em que o preço, que é subsidiado pelo governo federal, o saco com a mesma quantidade custa R$ 18,12.

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