Caixa Econômica terá participação na administração da Agespisa
- A Agespisa negocia há mais de vinte dias uma parceria estratégica com a Caixa Econômica Federal para sanar dívidas e ampliar a capacidade de crédito, com expectativa de fechamento de contrato em até três meses conforme o presidente Júlio Arcoverde.
- O anúncio oficial ocorreu na última quinta-feira durante encontro do governador Wilson Martins com a imprensa, destacando que a colaboração financeira visa alavancar melhorias cruciais no sistema de abastecimento de água em todo o território piauiense.
- O Estado assegurará a manutenção do controle administrativo ao ofertar no máximo quarenta e nove por cento das ações, dependendo o desfecho atual de análises de mercado para definir a avaliação acionária e as exigências da instituição financeira.

Com a promessa de alavancar melhorias no abastecimento de água no Piauí, a administração da Agespisa será feita em parceria com a Caixa Econômica Federal. Mas, segundo o presidente Júlio Arcoverde (foto ao lado), essa sociedade não vai tirar o controle do Estado na instituição.
“Há mais de 20 dias que estamos em negociação. Esperamos que até os próximos três meses estejamos com o contrato fechado, mas depende muito mais da Caixa do que da gente”, disse o presidente da Agespisa, Júlio Arcoverde.
A parceria foi divulgada na última quinta-feira (28) em encontro do governador Wilson Martins com jornalistas do Piauí em sua residência, após voltar de viagem. Na ocasião o gestor anunciou a sociedade como uma promessa.
“Essa parceria não foi feita especificamente para o Piauí. Mas, cada estado tem sua especificidade. Eles vão emprestar dinheiro para pagarmos nossas dívidas e assim ganhamos mais capacidade de crédito e possibilidade de expansão”, afirmou o presidente da instituição.
Ainda segundo Júlio Arcoverde, as negociações estão avançando e analises de mercado ainda serão feitas. “Temos que ver o quanto estão valendo as ações da Agespisa no mercado, o quanto a Caixa quer pagar e quais suas exigências. Até agora só temos certeza que vamos oferecer no máximo 49% das ações, pois o estado continuará no controle”, ressaltou.
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