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Caso Nondas: audiência de instrução e julgamento entrou pela madrugada

[ad#336×280]A audiência de instrução e julgamento dos réus do Caso Nondas, executado em 8 de junho de 2013, quando saia de sua casa e foi alvejado por vários disparos efetuado pela dupla  Irinaldo José do Nascimento, o Teté e José Manoel dos Santos, o Santino sem chances de defesa, iniciada no dia 25 de outubro e retomada no dia 01 de novembro de 2013 entrou pela madrugada de sábado(dia de finados ) sendo encerado com o depoimento de Antônia Sousa Andrade acusada no processo de ter encomendando a morte do próprio marido Epaminondas Coutinho.

Acusados a serem julgados por envolvimento na morte do empresário Nondas - Foto: Paula Monize
Acusados de envolvimento na morte do empresário Nondas – Foto: Paula Monize

A audiência foi iniciada por volta das 8h40  de sexta-feira(01) durante todo o dia, tendo parado somente por conta de uma discussão entre o advogado de defesa de Thiago Osório e do Policial  Vilmar que foi recolhido para uma sala sob a acusação de falso testemunho, momento em que foi dada a prerrogativa de análise e posterior retração. O outro momento de parada aconteceu no final da tarde quando ocorria o depoimento do policial Herlon onde novamente o advogado Gleuton Portela e Alderi Martins solicitaram a magistrada Nilcimar Araújo que ordenasse a prisão do depoente Herlon por falso testemunho.

Presentes na audiência e instrução do julgamento - Foto: paula Monize
Presentes na audiência e instrução do julgamento – Foto: Paula Monize

O Policial reagiu e pediu ao advogado Gleuton que o respeitasse e não o chamasse de mentiroso “Você me respeite eu não sou mentiroso. Me respeite” . Por sua vez Gleuton disse que não o chamou de mentiroso e disse que ele estava mentido e pedia a prisão dele. Como estavam discutindo também sobre coisas sigilosas um dos advogados solicitou que  plenário fosse esvaziado e ficasse apenas os advogados , o ministério, público  e os depoentes e os réus. No retorno a juíza permitiu o acesso apenas de estudantes e da imprensa e os familiares da vítima ficou esperando no rol do Fórum.

A audiência foi  presidida pela juíza titular da 5ª vara da Comarca de Picos, Nilcimar Araújo, representando o ministério publicou atuou a promotora Itaniele Rotondo, como assistente de acusação o advogado Solano Feitosa; na defesa dos réus Teté e Santino, o advogado Cearense Alderi Martins; na defesa de Thiago Osório e Iago Osório atuou o advogado Gleunton Portela e a defesa da viúva Antônia Sousa Andrade  ficou a cargo do advogado Herval Ribeiro.

 

Advogado diz que não existe prova de envolvimento da Viúva na morte Nondas

O advogado Herval Ribeiro negou que exista qualquer tipo de prova contra a empresária Antônia Sousa Andrade, viúva de Epaminondas Coutinho, executado com vários tiros, sem chance de defesa no dia 08 de maio de 2013, quando saía de sua residência na rua Zuza Lino, pelos assassinos, agora réus confessos no processo,  Irinaldo José do Nascimento, o Teté e José Manoel dos Santos, o Santino. Todos foram ouvidos em audiência de instrução e julgamento iniciado no dia 25 de outubro e retomada no dia 01 de novembro 2013.

Segundo Herval Ribeiro não consta no autos nenhuma prova que incrimine sua cliente. Nem as testemunhas que prestaram depoimentos apresentaram qualquer declaração de que ela tenha encomendando a morte do marido Epaminondas. Nas oitivas de todas as testemunhas não apareceu nenhuma prova de autora intelectual ou mandante do crime contra a vítima  Epaminôndas Coutinho.

Herval Ribeiro advogado da viúva Antônia Sousa Andrade

“O que surgiu foi na audiência anterior foi depoimento do agente Herlon   que falou de uma possível escuta telefônica e eu perguntei a ele se existia alguma ligação telefônica da acusada Antônia para os outros acusados desse processo e ele disse que não havia. Eu também perguntei se alguém a mando de Antônia entrou em contato com os outros acusados e ele respondeu de forma negativa. Hoje(01-11) no interrogatório dos 04 acusados presentes só confirmaram ausência de provas. O Teté relatou com clareza de detalhes como aconteceu a encomenda do crime da vítima, dizendo que estava no morro quando uma pessoa que não é de Picos o procurou e disse que queria matar o Epaminondas e iria pagar o valor de 10 mil reais “, disse Herval Ribeiro.

A defesa agora vai aguardar o depoimento do policial Genildo na cidade de Paulistana que será ouvido através de carta precatória segundo a qual o depoimento comprovará a versão de Teté quando afirma que  Epaminôndas estava tendo um caso com uma mulher e isso poderia ter ocasionado a morte do mesmo. Ainda será ouvido um jornalista de Teresina que havia mencionado a existência de um homem num carro preto como o suposto agenciador do crime lembrou Herval Ribeiro.

Advogado de Tiago Osório e Iago diz que vai pedir nulidade do processo

O advogado Gleuton Portela que atua na defesa dos irmãos Thiago Osório e Iago Osório   falou que os policiais civis, Vilmar  e Herlon intimados para a audiência mentiram e foi comprovado na fala dos mesmos em relação ao depoimento prestado na audiência anterior. Com a contradição o advogado pediu a prisão do policial Vilmar e a juíza Nilcimar Araújo determinou que o mesmo fosse conduzido para uma sala separada por 20 minutos para que o mesmo pudesse analisar e se achasse necessário proceder a retratação.

“Foi comprovado aqui que os policiais mentiram e isso ficou comprovado aqui com a retratação do policial Vilmar que reconheceu que tinha mentido. O segundo policial Herlon  Viana também  mentiu e esse mentiu categoricamente, entrando em contradição com o depoimento de Silvestre e com o depoimento de seu próprio companheiro da polícia Vilmar. Então pedi também sua prisão por falso testemunho e logo solicitei a acareação para dar a oportunidade a ele de se retratar, ao ouvir o Silvestre e o Vilmar que discordaram do que Herlon Viana disse, ele se retratou e ficou comprovado que Iago nenhuma participação teve nisso.  Portanto, a polícia abusou e vai responder civilmente e criminalmente o delegado. Eu vou entrar com ação de indenização. A única prova que teve contra o Thiago é que ele esteve em frente ao colégio da irmãs e estava esperando uma que ele tem um envolvimento a cerca de três meses”, disse Gleuton.

Gleuton Portela advogado de defesa de Thiago e Hiag
Gleuton Portela advogado de defesa de Thiago e Hiag

Gleuton Portela avisou que além ação de indenização que vai mover contra a polícia por abuso, também vai pedir a nulidade do processo, em razão de grampos telefônicos confirmados pelo policial civil interrogado no processo. No caso de Epaminondas não foi autorizada a quebra de sigilo telefônico, mas em outro processo. O grampo sem autorização vai acarretar nulidade e todos vão ganhar liberdade, pois não foi apresentada nos autos até agora a autorização judicial.

Ainda conforme o advogado já foi requerida a degravação da escuta telefônica a magistrada para analisar se a data foi referente a esse processo ou a outro processo. Isso vai ser confrontado com o depoimento do policial  Herlon que  está gravado e é suficiente para provar a existência desse grampo ilegal. Agora vai ser verificada a data para saber se realmente se refere a esse processo do caso Epaminondas ou de outro processo.

Assistente de acusação acredita na pronuncia dos acusados e da viúva

O advogado Solano Feitosa que atua na assistência de acusação elogiou o trabalho dos advogados defesa dos acusados, afirmando que são profissionais brilhantes, mas o Teté e o Santino confirmaram ter matado Epaminondas e ainda contaram com riqueza os  detalhes de toda ação que culminou com a execução de Nôndas.

“ O Teté visivelmente tenta proteger o agenciador Thiago e a Toinha. O Santinho por sua vez,  conta como o crime se deu em minúcias, ele  narra desde o período  da tarde quando passou na rua em que morava a vítima fazendo uma espécie de reconhecimento . Ele narra com clara evidencia de que o Thiago locou a moto do Inácio Branco, o Thiago e um outro familiar dele esteve lá no morro, na casa  de Teté  onde foi entregar a moto para ele Teté. Eles desceram porque o Thiago sabia que a vítima estava participando de um evento na escola Monsenhor Hipólito e desceu para ficarem de tocaia para saída da vítima e naquela oportunidade estava o Thiago e um parente dele. Teté e Santino saíram atrás de Nôndas, mas perderam de vista e foram até o bar da Gingada que fica perto da casa da vítima esperar a  chegada deles na casa e ao sair de novo fizeram a execução da vítima”, disse Solano.

Solano Feitosa advogado que atuou como assistente da acusação
Solano Feitosa advogado que atuou como assistente da acusação

Ele ainda falou que não precisa de provas robustas e cristalinas para pronunciar a viúva pela  encomenda da morte de Epaminôndas e justificou que o próprio Teté confessou na presença de um membro do ministério  público e  o vídeo é muito claro, de que foi uma confissão espontânea , não foi uma confissão sob coação, na qual ele   cita a mulher da ótica. O próprio Santino disse que não sofreu nenhum tipo de coação ou tortura por parte do delegado Tales Gomes . Qual o motivo que o Teté teria para incriminar a mulher da ótica e tem a própria apólice de seguro que era descontado da própria conta da viúva e não da dele. Porque ele também não tinha um seguro beneficiando ele?  Eu compreendo que esse depoimento na presença do promotor.

O advogado de Teté e Santino,  Alderi Martins deixou a plenário da audiência de instrução e Julgamento sem dar entrevista à imprensa, ele saiu apressado e teria alegado que estava atrasado para seguir  viagem. Durante a audiência ele fez várias perguntas aos depoentes, sempre afirmando que os polícias estavam incorrendo em contradições e falso testemunho e chegou a pedir que a juíza Nilcimar ordenasse a prisão do policial Vilmar.     Outro ponto de destaque nas intervenções do advogado se referia ao modo arbitrário  denunciado por ele de como foi conduzida as investigações pela polícia civil.

Alderi Martins ao lado de Andrea Lorena advogados de defesa de Teté e Santino
Alderi Martins ao lado de Andrea Lorena advogados de defesa de Teté e Santino
Momento em que os réus foram recolhidos ao presídio
Momento em que os réus foram recolhidos ao presídio

 

 

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