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Ceir inicia entrega de produtos ortopédicos em Picos

Atendimento segue até a quarta-feira (23)- Foto: Romário Mendes

Por Maria Moura 

Da Redação

O Projeto Ceir Móvel iniciou na manhã desta segunda-feira (21) a entrega de equipamentos ortopédicos confeccionados com exclusividade para 740 pessoas com deficiência do município de Picos. A iniciativa é uma idealização da Associação Reabilitar – entidade sem fins lucrativos que administra o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) executada com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) em parceria com as secretarias municipais de Saúde.

Próteses, órteses, acessórios para locomoção, calçados para diabéticos e muitos outros equipamentos ortopédicos aguardam que seus novos donos venham buscá-los no Centro de Eventos da Assembleia de Deus (CEAD), no bairro Catavento.

A confecção de peças ortopédicas para pessoas carentes é uma ação contínua da Secretaria Municipal de Saúde, a diferença da ação realizada pelo Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) é a quantidade de atendimentos proporcionados ao mesmo tempo. Apenas na região de Picos foram cerca de 1400 atendimentos.

Hildegardes Medeiros- Foto: Romário Mendes

“Picos tem um grande número de deficientes e temos dado uma atenção especial a eles. Além da doação de equipamentos nós também dispomos de dois serviços de reabilitação para pacientes que precisam de tratamento especial”, informa a secretária de saúde de Picos, Hildegardes Medeiros.

A ação realizada em Picos, segundo o superintendente multiprofissional do Ceir, Aderson Luz, foi a maior já executada no Estado. “Esse é um trabalho continuo. O paciente, sempre que tiver necessidade, pode procurar um médico do Programa de Saúde da Família e dar entrada na Secretaria de Saúde do Município, que encaminhará o pedido até o Ceir”, explica o superintendente.

De acordo com Aderson, o projeto Ceir Móvel foi uma forma encontrada para evitar o deslocamento dos pacientes com necessidades especiais até a capital Teresina.

Aderson Luz-Foto; Romário Mendes

“Eu estava andando com uma muleta que estava bem curta, então essa foi uma ajuda que não tem preço”, diz Maria Esperança da Silva já utilizando as duas muletas doadas. Aposentada, ela afirma peças ortopédicas são caras e que o orçamento de um salário mínimo não permite que muitas pessoas com deficiência tenham acesso a elas.

O desafio das ruas

O preconceito e a falta de respeito ainda são os maiores problemas enfrentados pelas pessoas com deficiência, segundo Esperança. “Tem gente que trata a gente como se tivéssemos uma doença contagiosa”, esse desafio é ainda maior que o de se locomover numa cidade com tantos problemas de acessibilidade.

A entrega dos produtos acontece até as 18h desta quarta-feira (23).

Mais de 1400 pessoas beneficiadas na região de Picos- Foto: Romário Mendes
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