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Coronavírus: Anticorpos duram apenas três meses, diz Oxford

O primeiro caso de reinfecção por Covid-19 no Brasil, apontado pela USP (Universidade de São Paulo) há três semanas, pode ter explicação científica. Estudo de Oxford, no Reino Unido, indica que os anticorpos do novo coronavírus duram apenas três meses no organismo.

Durante transmissão ao vivo no YouTube, o professor John Bell afirmou que pessoas diagnosticadas com a Covid-19 em março já podem estar suscetíveis a reinfecções porque os anticorpos podem se esgotar entre 10% e 30% a cada mês.

Estudo feito pela King’s College, de Londres, com cerca de 90 pessoas apontou que as células de defesa atingiam um ápice três semanas após os primeiros sintomas e depois desapareciam rapidamente.

Em casos de doenças respiratórias causadas por coronavírus (como Sars e Mers), é criada uma imunidade de cerca de dois anos. Em outras variações do vírus (como a OC43 e a HKU1), pacientes ficaram imunes por um determinado período de tempo.

No Brasil, a paciente reinfectada é uma técnica de enfermagem de 24 anos que tem histórico de sobrepeso e dor de cabeça, mas sem comorbidades relacionadas à Covid-19.

Em 4 de maio, a paciente teve contato com um colega de trabalho com coronavírus. O primeiro diagnóstico positivo veio nove dias depois, e a técnica de enfermagem se recuperou bem da doença.

Foram 38 dias assintomática até a segunda infecção. Em 27 de junho, os sintomas da Covid-19 voltaram e ela teve um novo diagnóstico positivo para a doença em 2 de julho.

Da segunda vez, a infecção não evoluiu tão quanto na primeira. Além de ter mais dois familiares contaminados, a técnica de enfermagem apresentou sintomas mais fortes durante 12 dias.

Para os pesquisadores, o caso requer atenção do poder público. “Essa constatação traz implicações clínicas e epidemiológicas que precisam ser analisadas com cuidado pelas autoridades em saúde”, afirma o texto do estudo.

Segundo a publicação, apenas um caso, em Boston (EUA), tem semelhança com o brasileiro, já que casos de reinfecções podem ser confundidos com “falsos positivos”.

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