Geral
Em crise, prefeituras descumprem LRF e gestores podem ser condenados
Maioria dos municípios piauienses ultrapassou o limite.
Prédio da APPM – Foto: Divulgação
RESUMO INTELIGENTE
- O presidente da APPM, Arinaldo Leal, alertou que gestores piauienses enfrentam risco iminente de processos judiciais por ultrapassarem o limite de 54% de gastos com pessoal, conforme estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal vigente.
- A crise financeira é agravada pela transferência de encargos federais e estaduais para as prefeituras, que arcam com custos de saúde e educação sem o devido aporte financeiro, gerando um déficit insustentável nos cofres municipais.
- Cerca de 200 municípios piauienses paralisaram atividades administrativas para exigir mudanças urgentes na LRF, aumento do Fundo de Participação dos Municípios e a redistribuição dos royalties do petróleo para garantir a continuidade dos serviços públicos.
* Resumo gerado por IA (Google Gemini) para RiachãoNet.
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Em evento realizado na Associação Piauiense de Municípios (APPM) para mostrar o protesto dos prefeitos contra a crise financeira que atinge os municípios piauienses desde 2013, o presidente da entidade, Arinaldo Leal, alertou que a maioria dos gestores no Piauí podem ser processados pela Justiça por descumprirem o teto máximo de gastos públicos com a folha de pagamento. “Já ultrapassamos o teto de 54%, que é o limite máximo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Com isso, os prefeitos – que são vítimas – podem virar réus”, afirmou o presidente.

O maior responsável por isso, segundo Arinaldo, é o aumento de atribuições que são repassados aos municípios, que antes eram do Estado e da União, como a saúde, educação, assistência social, transportes. “Nós queremos que retirem esses programas federais dentro do cálculo da LRF. Não tem como cumprir. O Governo Federal cria os programas, mas temos que arcar com recursos do município”, reclama.
De acordo com a APPM, cerca de 200 dos 224 municípios do Piauí aderiram à paralisação, deixando funcionando apenas os serviços essenciais, como escolas e postos de saúde. Para tentar reduzir os gastos, o prefeito de Murici dos Portelas, Ricardo Sales (PPS), exonerou três dos 11 secretários municipais, fazendo com que alguns acumulassem funções. “Todos os prefeitos estão agoniados, revoltados, desesperados. Eu mesmo não durmo mais com tantos problemas na prefeitura”, ressaltou.
O prefeito Jonas Moura, de Água Branca, contou que manter a ambulância do Samu em funcionamento no município custa mais de R$ 80 mil, mas o Ministério da Saúde manda apenas R$ 27 mil. “Eu fico sem saber se mantenho a ambulância funcionando ou não, porque a população não quer saber. Ela quer que você [o prefeito] se vire, dê um jeito”, lamentou.
Além de exigir uma mudança no cálculo da LRF, os prefeitos querem aumento dos 2% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), desoneração da Previdência, a redistribuição dos royalties do petróleo – parada no Supremo Tribunal Federal (STF), socorro ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), entre outros.
Fonte: Jornal O Dia / Roberth Pedrosa
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