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Em meio à pandemia, católicos relatam mudanças nas tradições de Semana Santa

Os fieis podem acompanhar as celebrações através dos canais no YouTube de cada paróquia.

Há um ano a vida de todos os brasileiros mudou drasticamente. Cercados por um vírus desconhecido, sem medicações para tratamento e letal, muitas pessoas têm mudado o estilo de vida para evitar a contaminação, com receio do que pode acontecer.

A princípio, isolamento social, uso de máscaras e higienização foram as medidas de contenção, o que já causou um baque imediato. Medidas sanitárias foram sendo implantadas em cada município, e as pessoas tiveram que começar a se adaptarem para uma nova realidade. Realidade esta que inviabilizou, por longos dias, o contato humano.

O distanciamento social surgiu, portanto, em uma época em que muitos brasileiros mantêm contato uns com os outros: a Semana Santa. O feriado, especialmente cultuado pelos católicos com tradicionalismos de missas, procissões e comunhão nas famílias, teve que ser modificado.

As pessoas se viram impedidas de frequentarem missas, aglomerarem em procissões e até de receber os familiares nos “famosos” almoços de Semana Santa. A ordem era a de manter o máximo possível de afastamento social para evitar transmissão em massa do vírus, algo que o sistema público de saúde não consegue suportar nem nos dias atuais, quiçá àquela época.

Um ano se passou e a pandemia do coronavírus permanece. E com ela, todas as restrições impostas desde o ano passado, contudo, mais vigiada por algumas pessoas, visto a quantidade de óbitos nos últimos 12 meses e falta de leitos no único hospital de referência no tratamento da Covid-19 na cidade: o Justino Luz.

O Portal RiachãoNet conversou com três católicos praticantes para saber como seguem as tradições de Semana Santa nesse período em que a segunda onda da Covid-19 segue em alta.

Para Mayara Martins, o momento, que era de comunhão com Deus no comparecimento às missas e com a família, nos encontros de almoços, agora se restringem à tristeza de ter que ficar em casa pelo medo da doença, mesmo que alguns familiares não tenham tanto temor.

“Nessa pandemia nossa Semana Santa está muito diferente das rotineiras. Não estamos participando das celebrações da igreja, nem nos reunindo nos almoços de família. Nos sentimos muito tristes em relação a não podermos participar das procissões e missas, em vermos nossa família dividida porque uns têm medo da doença e outros são teimosos”, disse ela.

Mayara ainda frisou o absurdo no preço de alimentos típicos da Semana Santa que, segundo ela, também vêm em decorrência da crise pandêmica. “Outra coisa que tivemos que mudar foram as compras de produtos típicos do período que tiveram que ser diminuídos devido o aumento no valor deles”.

Matheus Luz, também católico praticante, disse que a expectativa para esse ano foi frustrada com a nova onda de casos da Covid, o que trouxe uma carga pesada para a Semana Santa em relação às tradições religiosas e familiares.

“Pelo que passamos ano passado, a Semana Santa desse ano já veio com uma carga diferente, muito grande. Há dois anos estamos vivendo uma Semana Santa atípica, sem celebrações, sem a presença de fieis, sem procissões, sem a vigília Pascal. São momentos que fazem parte de nossa fé, de nossa vivência, de nossa tradição, principalmente para nós, nordestinos, em que a fé é algo de vida ou morte. A Semana Santa é um momento de reflexão e de reunir a família e fomos ceifados por conta da pandemia, pelo medo da contaminação e de expor pessoas que gostamos ao risco”, falou.

Ele disse que como medida alternativa, os membros de sua família têm buscado manter a religiosidade, mesmo que em casa, acompanhando as celebrações pelas redes sociais, rádios e TV.

“Esse ano estamos celebrando em casa. Essa é uma nova forma de vivenciarmos e não perdermos a tradição, que perdura por tanto tempo. Tínhamos a esperança de que fosse diferente, cheia de risos, fartura e regada de muito amor pela família, mas, infelizmente, não podemos fazer isso por conta da pandemia. Sonhávamos que esse ano fosse diferente, melhor, como costumava ser, mas não pôde ser. Contudo, isso não muda nossa fé, nosso caráter. Rezando em casa podemos sentir a presença de Deus e tudo o que a Semana Santa significa”, declarou.

Com idosos e crianças pequenas em casa, Leila Castro explicou que a melhor saída para este momento é acompanhar pelas plataformas midiáticas as celebrações de Semana Santa, visto o risco de exposição da saúde de todos. Ela ainda pôs expectativas para o próximo ano, quando a esperança é de que todos já estejam devidamente imunizados.

“Estamos seguindo as mesmas tradições como, por exemplo, o jejum. Mas, por conta da pandemia, a nossa família, que costumava participar das celebrações e se reunir para celebrar a Semana Santa em casa, nao irá realizar os encontros. Mas temos a esperança de que logo todos estaremos vacinados e, assim, poderemos voltar à nossa vida normal.

Os fieis podem acompanhar as celebrações através dos canais no YouTube de cada paróquia.

Imagens: Reprodução

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