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Especialista alerta para presença do vírus da ‘Febre do Nilo’ na região de Picos

O médico disse que ainda não há na região um estudo detalhado sobre a Febre do Nilo devido aos poucos registros que ocorreram no Brasil.

Foi confirmada, na última sexta-feira (08), a notificação pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) de uma paciente de Picos diagnosticada com a Febre do Nilo – doença infecciosa, causada por um vírus.

Sobre o assunto, a reportagem do Grande Picos conversou com o médico infectologista Anderson Clayton de Barros, que esclareceu que em todo país só foram registrados dois casos, um em Aroeiras do Itaim e outro em Picos.

Médico infectologista Anderson Clayton de Barros
Médico infectologista Anderson Clayton de Barros

“A Febre do Nilo é uma virose, esse vírus fica em um hospedeiro, principalmente nas aves silvestres, que fazem voos por todo Continente Americano, então, isso desperta na gente uma preocupação no sentido de que está tendo esse vírus circulando aqui na região. Isso é importante para a gente fazer um estudo para saber de onde essas aves estão vindo, para se fazer um estudo e um controle melhor, porque o vírus está circulando”, acrescentou.

O médico disse que ainda não há na região um estudo detalhado sobre a Febre do Nilo devido aos poucos registros que ocorreram no Brasil.

“No Brasil, nós tivemos dois casos de Febre do Nilo confirmados, que foi aqui no Piauí os dois casos, uma em 2014 e essa paciente de 2017, que só saiu o diagnóstico um ano depois, em 2018. Então, acredito eu que a questão do exame ela tem que ser agilizada, tem que ter um esforço por parte do governo, estados, municípios, sobre essa questão do exame, até porque como é uma virose e essas viroses são muito parecidas, a gente tem que ter um exame mais rápido para a gente poder fazer um tratamento mais adequado”, disse.

O dr. Clayton falou ainda sobre as formas de transmissão e sequelas deixadas pela doença. Segundo ele, no primeiro caso notificado, em Aroeiras do Itaim, o paciente ficou com sequelas neurológicas.

“Essa doença tem sintomas, como uma virose, a pessoa tem febre, mal-estar, dores de cabeça, dores no corpo, só que ela tem um diferencial, porque ela pode afetar o sistema neurológico, o sistema nervoso central do paciente, então ele pode ter encefalites – que são inflamações da cabeça -, meningites, paralisia dos nervos e pelo que estou sabendo, o primeiro paciente [de Aroeiras do Itaim] teve essa paralisia. E essa paciente [2º caso] foi investigada porque teve esse quadro inicial de febre e mal-estar e depois também passou a ter uma paralisia flácida dos membros”, afirmou o médico.

O infectologista informou ainda que os cuidados a serem tomados são acerca da higiene no sentido de evitar a proliferação de mosquitos e orientou ainda o uso de repelentes.

Anderson Cleiton disse também que não só os seres humanos, mas também os animais podem ser infectados, ele citou as aves e ainda os cavalos. No Piauí já houve casos suspeitos de equinos contaminados pelo vírus.

A Febre do Nilo é transmitida através da picada de um mosquito do gênero Culex (muriçoca, pernilongo comum) que esteja contaminado pelo vírus. O mosquito Aedes albopictus também é considerado um vetor potencial.

Em 2017, a Sesapi chegou a notificar dez casos suspeitos de Doença Neuroinvasiva Grave pelo vírus da Febre do Nilo Ocidental. Dessas notificações, confirmou-se um óbito de paciente residente em Teresina-PI.

Grande Picos

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