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Estudante teria forjado sequestro para se encontrar com suposto amante

[ad#336×280]A polícia confirmou que a estudante de direito, identificada apenas como Cíntia, que teria sido sequestrada no último final de semana e passado 72 horas na mira dos bandidos, forjou o próprio sequestro. As informações foram confirmadas pela Delegacia Geral da Polícia Civil nesta quarta-feira (01). Ela teria enganado a família e o marido para passar o final de semana com um suposto amante e usaria o dinheiro pedido no resgate, R$ 5 mil, para pagar dívidas e bancar as despesas da viagem à Teresina.

Alguns indícios deixados pela estudante levaram a polícia a solucionar o caso. Uma testemunha a viu se deslocando para o terminal rodoviário da cidade de Ipiranga do Piauí, na sexta-feira (26), quando a mesma afirmou que iria participar de um evento que aconteceria em um local oposto a rodoviária da cidade. Cíntia estaria aparentemente nervosa e checava o celular a todo o momento. A estudante também teria dívidas com comerciantes locais.

Ipiranga do Piauí
Ipiranga do Piauí

A família comunicou o desaparecimento da estudante à polícia ainda na sexta-feira, que deu início as investigações. Na versão contada à polícia, a estudante disse que foi liberada pelos sequestradores no Terminal Rodoviário Lucídio Portela, em Teresina, nesta segunda-feira (29) e que não se lembrava de nada. Após ser confrontada com as informações já obtidas pela polícia, ela teria confessado que estava com um amante em um motel da capital e que o dinheiro do resgate seria usado para bancar as despesas do final de semana e pagar dívidas.

Outro fato que fez a polícia desconfiar de que o sequestro não era verídico, foi a forma como a negociação do valor do resgate foi feita com os familiares: exclusivamente por mensagens de ceular enviadas pela estudante. “Em momento algum houve outra forma de contato, somente por mensagens enviadas pelo celular. A família acreditou e efetuou o depósito do valor que foi sacado”, disse um dos delegados que participou das investigações.

A mulher deve responder pelo aritgo 340 do Código Penal, por ter comunicado um crime falso. Ela não está presa, mas será processada pelo Estado, e se condenada, a pena máxima pode chegar de seis meses a um ano de reclusão e ainda pagamento de multa.

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