Ex-técnico da SEP falece em Aracaju
- O técnico de futebol Maurício Simões faleceu na noite desta terça-feira, no Hospital Cirurgia de Aracaju, após sofrer um infarto seguido de uma complexa cirurgia de dez horas para tratar uma dissecção aguda da artéria aorta.
- Nascido em Recife em 1963, o treinador construiu uma carreira vitoriosa no futebol nordestino, conquistando doze títulos estaduais por clubes como Treze, Campinense, Sergipe, Confiança e SEP, o que lhe rendeu o apelido de Rei do Nordeste.
- A trajetória profissional de Simões foi marcada por passagens de destaque em grandes equipes, como o Santa Cruz, e por uma postura polêmica e emocional, encerrando sua carreira técnica no Salgueiro durante a Série B deste ano.

Por Marcelo Cavalcante
Após sofrer um infarto no último domingo, o técnico Maurício Simões não resistiu e faleceu na noite desta terça-feira, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cirurgia de Aracaju.
Maurício foi levar a filha ao trabalho e quando voltava, próximo a um posto de combustível sentiu fortes dores no peito, mas ainda conseguiu estacionar o carro no posto e pedir ajuda. Levado às pressas para o Hospital Primavera foi verificado o infarto e transferido para o Hospital Cirurgia, onde imediatamente iniciou-se a cirurgia, às 15h.
A cirurgia durou cerca de 10 horas, após apresentar um quadro de dissecção aguda da artéria aorta. Ele continuou em estado grave e sua morte foi decretada na noite desta terça.
Maurício Simões nasceu no Recife, nodia 11 de agosto de 1963. O seu primeiro trabalho de destaque foi em 1991, quando levou o Desportiva Vitória à final do primeiro turno do Campeonato Pernambucano. No turno seguinte, foi contratado pelo Santa Cruz. A sua última passagem pelo Tricolor foi em 20006, durante a Série A do Campeonato Brasileiro.
A sua última passagem pelo futebol aconteceu neste ano, quando assumiu o comando do Salgueiro, de Pernambuco, durante a disputa da Série B.
José Mauricio Fernandes Simões, mais conhecido como Maurício Simões era pernambucano, nasceu em 11 de agosto de 1963, foi jogador, mas logo se tornou treinador de futebol. De tantos títulos (12 títulos estaduais) que ganhou em um curto espaço de tempo, ficou conhecido como o Rei do Nordeste.
Na Paraíba, treinou vários clubes, mas se destacou no Campinense e no Treze sendo campeão e bicampeão, respectivamente. Desperta sentimentos diversos por onde passa, pois tem seu lado emocional bastante aflorado e não mede palavras para dizer o que pensa ou quer.
Neste ano foi treinador do Campinense, saindo do Central de Caruaru em pleno campeonato, o que causou muitos aborrecimentos e especulações. Sobre sua saída do Central ao ser questionado sobre os motivos que a imprensa alegava, disse:
“Boato, é sempre boato, inclusive soube de um boato que tem jornalista VIADO”
“Comprei meu apartamento graças ao Campinense, faltou profissionalismo do Central”
“Tem time que quando ganha é sempre a diretoria, quando perde a culpa é do treinador, o torcedor tem que aprender que treinador ganha jogo e ganha até campeonato”
Pouco tempo depois, no início da Série C, ele também deixou o Campinense sem maiores explicações e foi comandar o Salgueiro de Pernambuco, após de algumas rodadas sem sucesso, o treinador foi demitido. Ele estava sem clube atualmente.
Títulos:
Treze
Campeonato Paraibano: 2005 e 2006
Campinense
Campeonato Paraibano: 2004
SEP
Campeonato Piauiense: 1994, 1997 e 1998
Sergipe
Campeonato Sergipano: 1995, 1996 e 2003
Confiança
Campeonato Sergipano: 2001, 2002 e 2004
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