Gerente da 9ª GRE faz apelo e pede que professores recomecem aulas
- A gerente da nona GRE de Picos, Onésia Sousa, apelou pelo fim da greve dos professores estaduais iniciada em 27 de fevereiro, após o Tribunal de Justiça do Piauí declarar o movimento ilegal em 13 de março.
- Devido à ilegalidade da paralisação, que atualmente restringe-se apenas a Picos e Teresina, o ponto dos docentes ausentes foi cortado em 16 de março e não haverá direito à reposição remunerada das aulas perdidas.
- Como consequência da indefinição pedagógica, o calendário escolar precisará ser refeito com o provável cancelamento das férias de julho e imposição de aulas aos sábados, além da expressiva migração de alunos para a rede municipal.

Preocupada com a situação dos professores da rede estadual de ensino, em greve desde o dia 27 de fevereiro, a gerente da 9ª GRE de Picos, Onésia Sousa, fez um apelo público direcionado a todos os professores que ainda não retomaram suas atividades letivas.
Ela alerta que o ponto dos profissionais ausentes das escolas está cortado desde a segunda-feira (16). A decisão é um reflexo do parecer do desembargador Sebastião Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Piauí, que considerou o movimento grevista ilegal na última sexta-feira (13).
Segundo a 9º GRE até o momento apenas três escolas públicas estaduais de Picos regularizaram suas aulas com a volta dos professores ao trabalho. A Seduc está orientando as demais escolas para que mantenham as portas abertas, oferecendo merenda escolar, laboratórios, recreação e atividades paralelas, disponibilizando toda a “estrutura e atendimento dos profissionais que não grevam”.
De acordo com Onésia, o movimento grevista dos trabalhadores em educação perdeu força e se mantém apenas em Picos e Teresina. Ela garante que dos 22 municípios pelos quais a 9ª GRE responde apenas os professores de Picos permanecem de braços cruzados.
“A partir do momento em que a greve é julgada ilegal, os professores não vão ter direito a reposição [de aulas], então vai haver o corte do ponto”, explica e lamenta o número de alunos que migraram para as escolas do município nos últimos dias em virtude da indefinição do retorno dos professores estaduais às salas de aula.
Como solução para repor os dias perdidos, todo o calendário escolar deverá ser refeito para que o alunado não tenha prejuízo de conteúdo. “É possível que as férias de julho sejam canceladas e que haja aulas aos sábados e feriados”, pontua.
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