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Golpe do WhatsApp: crime tem crescido em Picos e modalidade tem se atualizado

Delegado Alessandro Barreto dá dicas de como não cair no golpe.

O golpe não é novo. Há tempos em que criminosos utilizam das fragilidades da internet e dos sistemas de segurança telefônicos para realizarem transações que têm lesado a inúmeras pessoas. A falta de conhecimento também é um fator forte para ação dos bandidos.

Em Picos é possível identificar a crescente criminalidade virtual com as postagens feitas no próprio WhatsApp por contatos próximos das pessoas que foram lesadas, de alguma forma, pelos estelionatários.

A princípio, o método utilizado era o seguinte: os criminosos hackeavam as contas no WhatsApp de suas vítimas e enviavam mensagens aos contatos pedindo dinheiro emprestado, geralmente alegando algum problema na conta bancária pessoal. Muitos, por não terem informação da ação delituosa, caíram – e caem, pois não entrou em total desuso – no golpe.

Isso foi o que aconteceu com o jovem de iniciais J.S. (não quis se identificar). Um de seus contatos lhe enviou uma mensagem pedindo dinheiro emprestado para pagar uma conta. Ele, ciente do que se tratava, conversou com o criminoso como se estivesse interessado em ajudar.

“Desde o início eu sabia que era golpe. ‘Dei corda’ à pessoa para saber até onde ia. Esperei ela passar o PIX e quando fui ver no aplicativo do banco, estava no nome de uma mulher. Fiz o B.O. no site da Polícia Civil e a continuação da investigação ficará por conta deles. Em seguida avisei a meu amigo que o número dele havia sido hackeado para que ele avisasse aos familiares e amigos. Ainda disse à pessoa que sabia que se tratava de golpe, que a tinha denunciado e ela me bloqueou”, disse J.S.

Por já ser um crime que “entrou na moda” e a maior parte das pessoas têm conhecimento da situação, os criminosos mudaram a tática. Desta vez, eles utilizam um número com o mesmo DDD da vítima inicial, põem uma foto dela no perfil, enviam mensagens aos contatos e dizem ter trocado de número. E segue-se o roteiro: pedem dinheiro emprestado, que se pague algum boleto com a jura de devolver o valor no dia seguinte, entre outros.

E, mais uma vez, muitos caem no golpe. Alguns bandidos são cautelosos e pedem uma quantia irrisória. Outros, no entando, são ousados e ultrapassam as três casas numéricas (acima de mil reais).

A fisioterapeuta Elívia Teles também foi vítima do golpe. O bandido, utilizando um número de DDD-86, informava aos contatos dela que havia mudado de número. Pedia que agendassem o novo com o nome dela e, em seguida, pedia dinheiro. Na imagem do perfil o rosto era da jovem.

O que chama a atenção é que para todos os contatos para os quais o criminoso enviou a mensagem, tratava as vítimas secundárias como “pai”, de acordo com e fisioterapeuta. O valor pedido também chama a atenção: R$ 6.900,00.

O delegado piauiense Alessandro Barreto tem usado seu perfil no Instagram para alertar as pessoas sobre os crimes virtuais. Ele aconselha que as pessoas precisam configurar a “Privacidade” do aparelho e dos aplicativos utilizados por elas.

Segue abaixo as dicas:

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