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Governo volta atrás e oferece reajuste escalonado de 22% aos professores

Reunião entre o Governo e SINTE - Fotos: Evelin Santos/Cidadeverde.com
Reunião entre o Governo e SINTE - Fotos: Evelin Santos/Cidadeverde.com

APerto de chegar à sua décima semana, a greve dos professores da rede estadual de ensino caminha para o fim. Nesse sábado, em nova reunião no Palácio de Karnak com a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, o governador Wilson Martins (PSB) concordou em ceder aos apelos da categoria, estendendo o reajuste de 22% para todas as classes de professores.

No entanto, ficou acertado que o percentual será concedido de maneira escalonada, sendo atingido em sua totalidade apenas no mês de outubro. Em maio o reajuste permanece nos atuais 8%, passando para 10% em junho, 12% em agosto e, enfim, chegando aos 22% em outubro.

Além de manter a incorporação da regência ao vencimento, o governo também não concordou em pagar o retroativo a janeiro para todas as classes.

A reunião do governador com a comissão de professores contou com a presença dos secretários de Educação, Átila Lira, e de Administração, Paulo Ivan.

Ao final da longa negociação, Átila afirmou que o governo, ao aceitar os 22%, está ultrapassando o seu limite prudencial de gastos com a folha de pagamento dos docentes, mas reconheceu que esse foi o único caminho viável para se chegar ao consenso. “O governo chegou ao entendimento de que a solução para o impasse seria estender o reajuste de 22% linear para toda a categoria, mas com escalonamento. Vamos dar 8% em maio, 10% em junho, 12% em agosto e 22% em outubro, que é o mês dos professores. É um sacrifício que o governo está fazendo para encerrar a greve”, afirmou o secretário de Educação.

Kássyus Lages, secretário de Comunicação do Sinte-PI, opina que a nova proposta levada à mesa de negociação pelo governo é a que mais se aproximou do que a categoria reivindica. “Sem dúvidas, houve um avanço considerável na proposta apresentada pelo governador. Temos que admitir. Embora alguns pontos da nossa pauta não tenham sido atendidos pelo governo”, avalia Kássyus.

A decisão final sobre o fim da greve caberá à assembleia geral dos professores, marcada para as 9 horas desta segunda-feira, ao lado do Palácio de Karnak. “A própria Prefeitura de Teresina provou que é possível pagar o piso dos professores. Essa reivindicação não é só uma construção política do sindicato, mas uma questão de honra e compromisso com a sociedade”, disse o professor.

Portal O Dia

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