Acerto de contas pode ser o motivo pela execução no povoado Três Potes
- Olavo Lauso de Lima e Eliana Ribeiro foram executados a tiros na noite desta sexta-feira em uma estrada vicinal no povoado Três Potes, zona rural de Picos, em uma emboscada que não permitiu defesa.
- Investigações preliminares da Polícia Militar, lideradas pelo coronel Edwaldo Viana, apontam que o duplo homicídio possui características de acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas, motivado por delações feitas anteriormente pela vítima.
- O delegado Rodrigo Morais confirmou a coleta de oito estojos de calibre 38 no local do crime, ressaltando o histórico criminal de Olavo, que já havia sido acusado de orquestrar execuções ligadas a dívidas do tráfico em 2014.
Duas pessoas foram assassinadas a tiros na noite desta sexta-feira (7), por volta das 20h30, na zona rural de Picos. O crime aconteceu em uma estrada vicinal no povoado Três Potes.
Segundo informações da PM, as vítimas foram identificadas como Olavo Lauso de Lima e Eliana Ribeiro.
De acordo com informações do coronel Edwaldo Viana, comandante do 4º Batalhão de Polícia de Picos, o crime tem todas as características de acerto de contas por conta da briga pelo tráfico de drogas na cidade de Picos. Olavo era conhecido no meio e atuava nos bairros São José e Morada do Sol. “Estamos apurando o caso e logo teremos mais informações”, afirmou o comandante da PM de Picos.

Ainda de acordo com o comandante, Olavo havia “entregue” à polícia pessoas ligadas ao tráfico e que estão presas. “Ele entregou o Antônio Marcos e o Sales”, finalizou o comandante.

O delegado da Polícia Civil Rodrigo Morais, contou que o local onde o casal foi assassinado é um local isolado e de pouca movimentação. “Eles foram emboscados e não tiveram chance de defesa. Foram mortos a queima roupa. Na cena do crime foram encontrados oito estojos de calibre 38 e um projétil intacto”, contou o Delegado.
LEVOU AMIGO PARA O ‘CHEIRO DO QUEIJO’

Em 2014, durante a Operação Monte Carmelo (LEIA MATÉRIA AQUI), Olavo foi acusado de ser o principal mentor da morte de Carlos da Silva Rocha, irmão do “Coelho”. Na época, a ex-mulher de Carlos reconheceu Olavo pelo vídeo que foi mostrado a ela pela polícia. Carlos devia mais de R$ 30 mil a traficantes de Picos. Olavo, por ser amigo da vítima foi acusado de levá-lo para o famoso “cheiro do queijo”.
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